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30 de dezembro de 2015

Rubén Magnano preocupado com os brasileiros da NBA

"Uma coisa muito interessante que precisamos entender: o talento sozinho não garante a vitória. Além do talento, precisa ter uma varíavel a mais: por exemplo, jogar. Se o atleta não joga, não treina, não trabalha, fica muito difícil. Não adianta falar "Temos X jogadores na NBA", se eles não conseguem jogar."
E o Magnano tem razão, amigos. Por mais que vivemos um momento cheio de brasileiros na NBA, a média de minutos de nossos atletas preocupa. Quando as lesões não atrapalham, são as restrições de minutos impostas pelos treinadores. Se nos anos anteriores tínhamos alguns atletas como referências em suas organizações, hoje não temos mais isso.

Nenê Hilário era uma liderança no Wizards. Um dos principais salários do grupo sempre correspondeu em quadra, seja pela sua imposição física ou por sua voz no elenco. Hoje ele sofre com problemas físicos e vê sua posição de titular roubada por Kris Humphries. Splitter saiu do Spurs onde era titular ao lado de Tim Duncan, hoje é reserva de Al Horford e Paul Millsap. As lesões também atormentam. E o Varejão? De titular e um dos donos do Cavs, mal entra em quadra. O motivo? Perdeu espaço diante de tantas contusões.

O Leandrinho segue útil no Golden State Warriors. Sempre que entra, na maioria das oportunidades dá retorno. Mesmo assim, é reserva de Klay Thompson. Seus minutos serão muito limitados pelo coach. O restante estão tentando ganhar seu espaço. Quem vive melhor fase é Raulzinho, titular do Utah Jazz. Apesar de estar no seu ano de calouro, se apresenta como brasileiro com maior média de minutos jogados. Lucas Bebê, Bruno Caboclo, Marcelinho Huertas e Felício sofrem para ganharem chances. Fazem parte do garbage team (aqueles que entram quando a peleja está totalmente decidida). Marcelinho, que é titular da seleção brasileira e com excelente carreira no basquete europeu, é motivo de piadas entre os americanos que acompanham o Los Angeles Lakers.

O comandante da seleção tem total razão em estar apreensivo em ver seus jogadores pouco atuando na liga americana. "Wow, é a NBA". Não importa. Não importa o lugar que você esteja. Se não está jogando, perde o ritmo. O nível cai. E não vamos esquecer que estamos chegando perto das Olimpíadas.

Montei esse gráfico só para vocês terem uma noção:


Coloquei a média dos principais fundamentos. É muito pouco. Nenê, que já perdeu um caminhão de jogos, é o que mais contribui para seu time: míseros 7,6 pontos e 4,9 rebotes. O jeito é torcer para que na virada de ano, as coisas melhorem e os brasileiros consigam se manter saudáveis. Pelo menos isso.

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