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1 de dezembro de 2015

DeAndre Jordan erra 22 lances livres e bate recorde



O início de temporada não está sendo o que o Los Angeles Clippers planejava. A campanha de 10 vitórias em 18 jogos não era o que Doc Rivers imaginava nessa altura, ainda mais se a gente considerar que em 2014/2015, em 18 jogos, os Clippers tinham uma campanha de 13 vitórias e 5 derrotas. O sinal amarelo foi ligado quando a equipe chegou a estar com um record abaixo do 50% (7-8). A produção do banco de reservas ainda preocupa, embora ajustes foram realizados e contratações foram feitas. O que ainda deixa Rivers sem dormir é o fato de seu pivô não conseguir acertar lances livres.

Ao bater o Portland Trail Blazers, os californianos viram o adversário não medir esforços para colocar DeAndre Jordan na linha do lance livre, usando do famoso "Hack-a-Fulano" (usado para efetuar faltas de propósito em determinado atleta com baixo aproveitamento em lances livres). A estratégia de Terry Stotts não funcionou porque não impediu a derrota, entretanto a quantidade de lances livres impressionou. O Hack-A-Jordan resultou em 34 cobranças para o pivô. 

O final de jogo foi um verdadeiro teste de paciência para o público no ginásio e os milhares de telespectadores espalhados no mundo. Em um curto espaço de um minuto e meio, Jordan cobrou 18 lances livres. A peleja não tinha sequência. Era ataque dos Blazers seguido de falta proposital no homem grande de Los Angeles.

O hack em cima de Jordan vem sendo algo comum com o passar do tempo. O que não muda é o seu aproveitamento. Dos 34 tiros, converteu míseros 12 (35%). Foram 22 tiros livres desperdiçados! Ele iguala o recorde de Wilt Chamberlain, que em 1 de dezembro de 1967, desperdiçou essa quantidade de FTs (8-30). Por Fim, o pivô finalizou a partida com 18 pontos, 24 rebotes e 2 tocos. Por enquanto, em 2015/2016, ele já teve 153 cobranças livres, sem ninguém para incomodar, só ele, a bola e Deus, e só converteu 53. O aproveitamento é de 37,9%, uma regressão em relação a temporada passada, quando sua performance foi de 39,7%. 

Esse é um assunto polêmico. Muita gente critica o hack usando o argumento que estraga o jogo. De fato, bonito não fica. É chato ficar acompanhando o relógio pouco correr e assistir um rapaz batendo incessantemente as cobranças e, nas maioria das vezes, amassando o aro. Só que temos que entender que isso é do jogo, uma estratégia. As regras possibilitam isso. Os caras estão lá para vencer, obter resultados e ajudar sua franquia. O que o jogador deveria fazer? Treinar, treinar e treinar. Existe casos de jogadores que foram alvos do hack, trabalharam e melhoraram. Tiago Splitter é um exemplo.  Os caras ganham milhões de doletas por ano. Ficar alguns minutos a mais no ginásio não tira pedaço de ninguém. E a offseason? São meses e meses de férias no verão americano. É algo comum ver os profissionais de hoje solicitando ajuda de lendas do passado para trabalhar algum determinado fundamento.

Fiz uma pesquisa aqui e usei o Basketball Reference como base para saber quantos casos tivemos nos últimos anos em que um jogador cobrou 30 ou mais lances livres. Desde a temporada 1963/1964, tivemos 8 casos. Além dessa partida do DeAndre que mencionei, jogadores como Jerry West, Adrian Dantley e Shaquille O'Neal também passaram por essa situação. Em 2013, Dwight Howard cobrou 39 e converteu 25 (64%). 

*Curioso que estou publicando esse post bem na data exata que o Wilt também errou 22 lances livres (rs)

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