Acompanhe aqui:

30 de novembro de 2015

Um relacionamento sério entre San Antonio Spurs e organização

Você se lembra qual foi a última vez que os playoffs não contaram com a presença do San Antonio Spurs? Faz muito tempo. Com uma campanha de 20 vitórias e 62 derrotas em 1996/1997, a franquia texana precisou assistir a pós-temporada do sofá de casa. Para sua sorte, muita coisa boa aconteceu a partir daquele instante. Gregg Popovich assumiu o barco no momento turbulento, apanhou mas prosseguiu à frente do cargo. O fracasso naquele ano rendeu a primeira escolha do Draft de 1997 (um tal de Timothy Theodore Duncan foi selecionado). O sucesso dessa organização começava aí.

Bom, os títulos vieram, Popovich criou uma nova filosofia de trabalho e, ao lado de Duncan, estabeleceu uma das maiores parcerias coach-jogador em toda a história dos esportes americanos. Se você analisar que em 2015/2016 o time começou bem novamente e só por um desastre fica fora dos playoffs, teremos essa franquia presente na pós-temporada pelo 19º ano consecutivo. Que forma de gerenciar um time, não? Parece que tudo que o Spurs faz dá certo. Depois da glória Duncan-Robinson, surge Tony Parker. Em seguida, aparece um argentino narigudo chamado Manu Ginobili. Os anos passam, eles trocam um armador de 3 anos de NBA com números razoáveis (George Hill) por um novato atendido por Kawhi Leonard. O trabalho não para e, via mercado de agentes livres, laça LaMarcus Aldridge. Detalhe: o trio Duncan-Parker-Ginobili (agora o trio com mais vitorioso da NBA) seguem atuando em alto nível, saudáveis e úteis para o esquema de Popovich. 

Mas falando rapidamente sobre aquele ano atípico na vida dos texanos, podemos afirmar que deu tudo errado. Lesões prejudicaram o trabalho de Bob Hill, que não suportou perder David Robinson (apenas 6 partidas na temporada) e, com campanha de 3 vitórias e 18 jogos, foi demitido. Pop foi assistente técnico do Spurs de 1988 até 1992, e assistente do Warriors, de 1992 até 1994. Era ele o encarregado de juntar os cacos e seguir o trabalho. Foram 64 jogos, 17 vitórias e 47 derrotas (hoje ele tem mais de 1000 vitórias no currículo). O elenco não era ruim, porém a lesão de Robinson foi fatal para qualquer pretensão audaciosa. Na temporada anterior, em 1995/1996, a campanha foi pra lá de positiva: 59 vitórias e 23 derrotas. 

Olhando mais profundamente um pouco da história dessa organização, nota-se que sempre houve um bom trabalho por trás de cada ano. Desde que virou um time da NBA (antes fazia parte da ABA), em 1976/1977, o Spurs só ficou longe dos playoffs em 4 temporadas. São quase 40 temporadas e 35 presenças em pós-temporada. Apesar das boas campanhas, nunca conseguiu chegar a uma final de NBA. Muitas vezes morreu na praia (finais de conferência), porém o gostinho de jogar uma final só veio durante a era Popovich. 

É de fato uma franquia iluminada, bem organizada com excelente planejamento. Não dá o passo maior que a perna. Trabalha com as peças que tem. Ter Pop como seu comandante é de extrema importância. Um cara que parece todo ranzinza, que vende a impressão que os jogadores tem medo de trabalhar, mas que na verdade é um paizão. Todo o núcleo Spurs é importante. Existe gente lá trabalhando forte para não deixar a peteca cair. E parece que nunca vai cair. É um modelo a ser seguido. 

0 comentários :

Postar um comentário

Manda a sua mensagem, solta o verbo, fã da NBA!