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11 de novembro de 2015

O problema do Los Angeles Lakers tem nome e sobrenome


A temporada 2015/2016 começou com a torcida do Los Angeles Lakers de certa forma entusiasmada com as caras novas do elenco. D'Angelo Russell chegou como número 2 do Draft, Julius Randle estava recuperado da lesão que o tirou de toda a season passada, o sexto homem Lou Williams chegou para dar equilíbrio, Nick Young continuou, World Peace retornou para auxiliar com sua experiência, Jordan Clarkson podendo desenvolver mais o seu jogo. E nem vou entrar muito nos méritos do retorno de Kobe e das chegadas de caras como Brandon Bass, Roy Hibbert e Marcelo Huertas. Eram tantas mudanças que, de fato, fizeram o torcedor imaginar um futuro mais generoso. É foda analisar um trabalho com tão pouca amostragem, porém o que estamos vendo dói nos olhos.

O início de temporada mostra uma equipe totalmente desorganizada. O técnico Byron Scott está se mostrando um cara despreparado para reconstruir uma organização. Depois de um 2014/2015 tão ruim e com um time horrendo, o Lakers, dentro do que poderia fazer, realizou boas operações e trouxe boas peças (via mercado ou Draft) na offseason. O que se vê em quadra é um treinador desinteressado em ajudar os novatos a desenvolverem um basquete de qualidade. Quando um elenco é bastante alterado, é óbvio que o desentrosamento vai aparecer. E se você for um rookie, além de estar meio preso, tomará um mar de decisões erradas e precipitadas. O que Scott está fazendo? Nada.

Ao ser derrotado para o Miami Heat, a grande esperança da temporada, o novato D'Angelo Russel atuou por apenas 21 minutos. Foi o que menos jogou entre os principais nomes da rotação. No pós-jogo, ele disse que vai tentar descobrir o que está fazendo de errado para melhorar e ganhar mais minutos. Questionado se o comandante auxiliou ou conversou com ele para acontecer essa melhora, a resposta foi seca: "Não".

Veterano e com 37 anos, Kobe está perdendo para seu corpo. Assim como Kevin Garnett. A diferença é que KG sabe das suas limitações e pouco tenta nas partidas, não compromete e ainda é um mentor para os jovens, principalmente para o rookie Karl-Anthony Towns. E quem acompanha KAT, vê já um jogador perigoso e letal aos adversários. Seus números já impressionam. Em Los Angeles, parece que o jogo está sendo todo voltado para o Black Mamba. Kobe está chutando, chutando, chutando e chutando. Nas maiorias das vezes, o resultado é negativo. Ele inclusive criticou seu desempenho e chegou a faltar um treinamento por estar puto com ele mesmo. Como um líder, poderia chegar ao coach Byron e trocar uma ideia para mudar o formato de jogo.

Tem tanto talento para ser lapidado nesse roster e parece que não estão dando bola aos garotos. Por favor, Scott, pare de ser teimoso. Marcelo Huertas, um armador das antigas, que prioriza os passes acima de tudo e tem um controle de bola formidável, está atuando em uma unidade que se mostra fominha. Ok, sei que ele geralmente atua ao lado de chutadores como Swaggy P e Lou, só que o técnico poderia tentar envolver mais seu PG para deixar esses chutadores mais a vontade. Com o controle de bola do brasileiro, basta uma movimentação boa dos shooters e bingo: Huertas vai encontrá-los na melhor posição para o chute. O jovem de 23 anos, Tarik Black, que chegou depois de ser dispensado pelo Houston Rockets, mostrou seu valor, e só joga 14 minutos esse ano. Vale lembrar que os únicos pivôs de origem nesse grupo são: além de Black, Hibbert e Robert Sacre.

Em seu segundo ano como treinador da franquia, Scott vê as críticas aumentarem e já vê seu trabalho contestado por torcedores e a imprensa, que cada vez é mais incisiva em seus questionamentos. Se ano passado o elenco era totalmente limitado e a desculpa era que o planejamento era a médio e longo prazo, esse ano, com mais recursos, a desculpa já não é tão aceita.

PIORES APROVEITAMENTOS - TÉCNICO LAKERS (min 50 partidas)

Byron Scott 24,7% (22-67)
Mike D'Antoni 43,5% (67-87)
Randy Pfund 45,2% (66-80)

Não quero ser pessimista, mas parece que enquanto Byron Scott estiver no banco como head coach em Los Angeles, a derrota continuará sendo rotineira na vida dos Lakers. Um cara que aparece com um pensamento ultrapassado de basquete. Ainda há tempo para se reinventar e trabalhar melhor as peças que ele tem em mãos. Ou faz isso ou será tarde demais.

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