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9 de novembro de 2015

Dois exemplos de início péssimo que foram aos playoffs

New Orleans Pelicans, Philadelphia 76ers e Brooklyn Nets são as únicas equipes que ainda não conheceram a cor da vitória nessa temporada. O time de New York e da Pensilvânia até não é uma surpresa (pelo menos para mim), mas o Pelicans? Logo após retornar as emoções de sentir os playoffs novamente (primeira vez como Pelicans), a franquia de New Orleans pensava grande e tinha como principal objetivo manter o trabalho. Anthony Davis segue em evolução, Alvin Gentry chegou depois de ser campeão em Oakland como auxiliar técnico e as peças no plantel, em teoria, teriam condições de segurar o rojão. Nada feito. Cheio de lesões (hoje o departamento médico conta com 6 atletas) e mole na defesa, os Pelicans estão sendo presa fácil aos adversários. Adeus pós-temporada? É cedo e a tarefa é árdua, entretanto nada está perdido.

Esse recado não vale só para os pelicanos. Você torcedor dos Nets e do Sixers, também fique atento! Nas últimas vinte temporadas, tivemos apenas dois casos de equipes que iniciaram 0-6 e que chegaram aos playoffs. Bom, ninguém aqui disse que seria fácil, então essas organizações precisam trabalhar se espelhar no Phoenix Suns e no Chicago Bulls.

Uma breve viagem ao tempo e chegamos no Arizona, mais precisadamente 1996-1997. O Suns era treinado por Cotton Fitzsimmons e o início de jornada era péssimo: 0-8. O núcleo que controlava as operações de basquete achou melhor a demissão do comandante e chamou Danny Ainge (hoje presidente do Celtics) para seguir com o trabalho. Curiosamente esse foi o último trabalho na carreira de 21 temporadas do saudoso Fitzsimmons. Até Ainge conseguir implantar a sua filosofia, o Suns já havia perdido mais 5 jogos, ou seja, campanha de 0-13. O que fazer? Com muita calma, o time foi se acertando e acumulando sequências de vitórias providenciais. A mais positiva foi de 11 triunfos (de 20 de março de 1997 até 10 de abril de 1997). A campanha final foi de 40-42 e, numa conferência oeste mais fraca, o vaga nos playoffs em sétimo lugar. Caiu logo na primeira fase para o Seattle Supersonics de Gary Payton e Shawn Kemp em uma série melhor de 5 pelejas. Nota-se que aquele elenco foi mexido até não poder mais. Ao total, 23 jogadores foram utilizados pela comissão técnica. Um time de operários, onde 11 terminaram a regular season acima dos 10 pontos de média. O elenco contava com Kevin Johnson, Cedric Ceballos e o trocado Jason Kidd (na época com 23 anos).

Alguns anos depois foi a vez do Chicago Bulls, em 2004/2005, aprontar das suas. Os tempos eram outros. Michael Jordan e Scottie Pippen já eram passado e a franquia tentava se reconstruir. O Bulls não chegava na pós-temporada desde o último título, em 1998. Scott Skiles (hoje comandante do Magic) entrava para sua segunda temporada em Chicago em meio a desconfianças. Para ajudar, o início foi de 0-9. Sétimo ano seguido sem mata-mata? Não! Nos pontos corridos jogos seguintes, o time ia nos passos de Kirk Hinrich, Tyson Chandler e Ben Gordon. Luol Deng, hoje veterano, estava naquele elenco e tinha apenas 19 anos. Foram várias sequências de vitórias que, aos poucos, foram possibilitando sonhos e voos maiores. Rapaz, do início conturbado e recheado de resultados insuficientes, o Bulls já tinha campanha pra lá de positiva: 47-35. O United Center voltava a receber os playoffs da NBA! A série era contra o Washington Wizards e, nos dois primeiros confrontos, duas vitórias. Ora, 2-0, time com moral e jogando bem, vaga definida? Aí que vem a parte chata: o Wizards ganhou os 4 jogos seguintes e acabou com a série. Valeu pela superação ao longo do ano, não?

Então, caro torcedor de Pelicans, Nets e Sixers, não vamos criar pânicos desnecessários. Acredite em uma reviravolta ala Suns e Bulls. Ok, foram apenas 2 casos em quase 20 anos, porém você precisa acreditar. E esse post serve, também, para as franquias que começaram com campanha bem negativa. Basta trabalhar, empilhar umas sequências positivas e torcer.

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