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5 de novembro de 2015

As projeções do Paixão NBA para os prêmios individuais


Recentemente fui convidado pelo pessoal do Jumper Brasil para participar, ao lado de vários jornalistas e blogueiros da NBA no Brasil, das previsões da temporada onde o portal realiza sempre ao início da temporada. Ele pede para para os convidados enviarem seus palpites para os prêmios individuais. Qualquer projeção que é feita tem o risco de dar merda. O jeito é colher o máximo de informações, estudar os elencos e palpitar com cuidado.

Pensei, pensei, analisei e pronto. Meus palpites são enviados no dia 26 de outubro para o mito Ricardo Stabolito Jr. Cuide bem essa data, amigo fã da NBA: 26 de outubro. Se você bem lembra, a temporada começou quando? Isso mesmo, no dia 27 de outubro. Minhas projeções, assim como dos colegas participantes, foram coletadas ANTES da bola subir para a 70ª temporada regular da história.

Bom, fiquei feliz que não palpitei tão fora da curva. Muitos amigos acompanharam minha linha de raciocínio e apostaram nos mesmos jogadores que eu projetei na minha mente. Houve muita divergência, porém isso sempre vai acontecer. Cada um teu seu palpite e sua forma peculiar de assistir as partidas. Ora, se os meus pitacos foram publicados no Jumper, por que teremos esse post? Por um motivo bem simples: lá no JP foi apenas o nome do jogador e nada mais. Nos comentários o pessoal foi bem crítico, alguns até sem entender porque certos jogadores foram escolhidos.

Estou postando minhas escolhas aqui no PN junto com minhas explicações. Os leitores aqui poderão entender um pouco das minhas previsões. Como a temporada já começou e fica extremamente fácil disparar um comentário em cima das minhas apostas, preferi escrever como seu estivesse enviando para o Jumper, lá em 26 de outubro. Em nenhum momento eu cito a atual temporada como base, motivo ou explicação. Considerações iniciais expostas, vamos ao que interessa?

MVP

O prêmio de MVP é sempre complicado de se projetar. É tanto craque comendo a bola que é muito injusto apontar apenas um recebendo o prêmio de atleta mais valioso. Ano passado, por exemplo, achei que o Blake Griffin ia seguir doutrinando (até que continuou comas belas atuações, entretanto nada alarmante), e ele não confirmou as expectativas e não ficou nem perto da briga. Esse ano eu vou de James Harden. O barba ficou muito perto de levar, porém existia um Stephen Curry em seu caminho. Aquele Golden State Warriors impressionou a todos e, com atuações formidáveis, o MVP ficou nas mãos do menino Steph. Há quem diga que o barba merecia... Esse ano fui nele por achar que entraria mordido e com mais fome ainda de calar a boca dos críticos. Saudável o Rockets tem tudo para seguir brigando no oeste. Harden será o cara para conduzir esse bonde. Conquistar o MVP de forma consecutiva é complicada demais, a cobrança é imensa e os críticos nem sempre compram essa ideia. Esse foi um dos meus motivos para não ir de Curry.

Calouro do Ano



A turma desse ano é muito boa. Se na temporada passada ficamos sem emoção (depois da lesão de Parker, Wiggins ficou com o caminho livre), esse ano a coisa promete. Temos Anthony Towns, Okafor, D'Angelo Russell, Mudiay, Johnson, Winslow e cia. E eu vou em quem? Emmanuel Mudiay, armador do Denvão do povo. Ele esteve por muito tempo cotado como first pick do Draft, e optou jogar no basquete chinês (contrato de 1 ano e 1,2 milhões de dólares). Sua projeção dentro do Draft caiu e se abriu uma certa desconfiança. O Nuggets deixou Ty Lawson ir para abrir espaço para o novato. Vejo muito futuro nesse atlético jogador nascido em 1996.

Defensor do Ano



Esse é outro que bateu na trave em 2014/2015. Por poucos pontos, Draymond Green perdeu o prêmio para o ala Kawhi Leonard. Green até recebeu mais votos para o primeiro lugar, no entanto Leonard teve uma média melhor (foi lembrado mais vezes nas primeiras posições). A base do Golden State Warriors continua, o time está com a moral lá no teto, o ala-pivô recebeu uma ótima renovação e vai entrar babando para auxiliar seus companheiros a criarem uma dinastia. Gosto do seu estilo de jogo, agressivo e muito fiel ao esquema que o coach utiliza. Ele se doa em quadra. Boto fé.

Técnico do Ano


Que tal pegar uma equipe extremamente talentosa que sofreu com contusões e que já estava com um relacionamento saturado com o antigo comandante? Esse é Billy Donovan, conhecido por seu trabalho na NCAA com o Florida Gators e escolhido para seguir tacando o barco em Oklahoma. Durant se recuperou, Westbrook está voando, Serge Ibaka segue distribuindo seus tocos, ajustes foram feitos para todo o elenco contribuir e não depender apenas da dupla... Se os problemas físicos não derem o ar da graça, o Thunder deve terminar a regular season com excelente campanha, candidato ao título e Donovan estará lá controlando as ações. 

O jogador que mais evoluiu



Esse prêmio é bem complicado. Você precisa ver uma peça e apontar: você vai explodir nessa temporada. A chance de erro é gigantesca. Você crê que o fulano vai ter um ano de enorme evolução, e ele acaba indo mal. Isso é muito comum. Para 2015/2016 vou de C.J. McCollum, ala-armador do Portland Trail Blazers. Bom, LaMarcão saiu, RoLo saiu, Batum saiu, Wesley Matthews saiu... Dame ficou. A esperança de Portland é nesses dois. Com mais espaço para tentar (pode errar, é claro) e com mais tempo de bola em suas mãos, McCollum tem ótimas chances de brilhar e dar o retorno tão esperado. As contusões apareceram, é verdade, mas ele parece estar 100% recuperado. Eu realmente acredito nesse rapaz que entra no seu terceiro ano na liga.

Reserva do ano



Estou muito convicto nessa escolha: Isaiah Thomas. Só peço que o Brad Stevens siga utilizando Marcus Smart como PG titular e deixe o menino Thomas entrando no decorrer da peleja. Sua explosão muda qualquer partida. Seu impacto é estilo Andre Iguodala entrando e mudando as finais de 2015. Acompanho o basquete desse cidadão desde os tempos de Sacramento Kings. Vale lembrar que ele foi a ÚLTIMA escolha do Draft de 2011 (até fiz post). Ele não é aquele reserva que apenas entra e já parte chutando tudo que aparece em sua frente (estilo Jamal Crawford). Ele faz o time jogar. Sua média de assistências na liga é de 4,7 por jogo. Com a camisa do Celtics, esse número sobre para 5,6.


Esse é o prêmio que eu menos dou bola. Ele premia o GM pelo trabalho efetuado na temporada, suas mudanças no elenco, sua atenção no mercado, etc. Por conseguir manter quase todo o mesmo elenco para a temporada e trazer caras como LaMarcus Aldridge e David West para reforçar o plantel, vou creditar esse prêmio ao glorioso R.C. Buford. Mas convenhamos que trabalhar ao lado de Gregg Popovich deixam as coisas mais fácies, né?

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