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23 de novembro de 2015

Anderson Varejão esperava jogar mais


As lesões foram uma pedra no caminho de Anderson Varejão. Enquanto LeBron James estava longe, ficou a cargo dele e de Kyrie Irving iniciar a reconstrução do Cleveland Cavaliers. Desde 2010/2011, o pivô sofre com problemas que constantemente o tiram do restante da temporada. E quando não sofreu com contusões, precisou amargar o banco de um Andrew Bynum descompromissado e com a cabeça no mundo da lua. Lembro-me de 2012/2013 quando ele anotava média de 14,1 pontos e 14,4 rebotes. Estava voando. Por azar, atuou em apenas 25 partidas naquele ano. O LeBrão retornou e o que aconteceu? Nova lesão.

Bom, recentemente ele teve um problema no tendão de Aquiles e só disputou 26 encontros na temporada passada. Afastado do elenco, viu o Cavs buscar Timofey Mozgov e acompanhou o crescimento de Tristan Thompson. Com esse plantel chegando até a NBA Finals e dando calor no Warriors, já sabíamos que Andy teria que trabalhar duro para tentar vaga na rotação do coach David Blatt. Ele está recuperado e a disposição do comandante. Precisará ter calma e, aos poucos, retomar a confiança de jogar basquete. Imaginem a cabeça do rapaz? Não tenho dúvidas que o seu psicológico está afetado diante de tantos problemas nos últimos anos.

Até o momento, são 11 jogos e suas médias são de 9 minutos (!!!), 2,7 pontos e 2,5 rebotes. Os homens do garrafão estão desempenhando um papel bem maior: Mozgov atua cerca de 20,8 minutos. Thompson fica em quadra 25,9 minutos; Kevin Love, titular absoluto, atua mais de 34 minutos por noite. Complicado para o brasileiro, hein?

"É realmente complicado porque como jogador quero estar sempre na quadra. Se não joga, especialmente quando sente que pode fazer algo, é difícil, porém no início da temporada eu disse que queria ir devagar, quase como um bebê, estar saudável e ajudar esta equipe. É uma temporada diferente para mim, sem jogar muito. Não sabia o que ia acontecer antes de começar. Pensava que ia jogar um pouco mais, mas as coisas são como são.", disse o pivô brasileiro.

Agora que o russo Mozgov sofreu uma lesão e deverá perder duas semanas, Varejão deve receber mais minutos e voltar a ter um protagonismo em Cleveland. São mais de 11 anos na franquia de Ohio e mais de 570 partidas (8º que mais vestiu essa camisa). Ele ainda é muito querido por lá e com certeza a torcida vai gostar de vê-lo mais tempo em quadra. 

O que pode dificultar a sua vida em Cleveland é seu salário. Se hoje ele é quarta opção no garrafão, por que o time iria mantê-lo ganhando quase 10 milhões de dólares? Em 2015/2016, seu salário é de $9,638,554. Na temporada que vem, sobe para $10,361,446 (garantidos $9,361,446). Já em 2017/2018, o valor de 10 minhões de dólares ainda não é garantido. O que o núcleo da franquia pretende fazer? No alto de seus 33 anos, Andy não é nenhum garoto. Se depender dos torcedores e da noite da peruca, ele terá vida longa por lá. O problema é que isso nem sempre basta.

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