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18 de novembro de 2015

Alguém consegue parar Hassan Whiteside?


Pouco a pouco, Hassan Whiteside vem confirmando a expectativa e se tornando uma realidade na NBA. Em janeiro desse ano, falei da aposta que o Miami Heat estava fazendo em um pivô que foi draftado pelo Sacramento Kings, pouco atuou e foi tentar a sorte no basquete do líbano e até na segunda divisão da China (leia ele aqui). Ele desenvolveu seu jogo na D-League até que a organização da Flórida o chamou para compor o elenco. O retorno foi o melhor possível e Whiteside logo agarrou a chance de titular.

Se o atleta de 26 anos foi quebrar um galho na season passada, hoje ele tem um time ao seu lado. Chris Bosh recuperado dos problemas sérios no pulmão, Goran Dragic de contrato novo, jovens promessas ganhando destaque na rotação e, é claro, Dwyane Wade o líder. É evidente que, com as peças funcionando, esse Miami Heat tem ótimas chances de avançar aos playoffs (algo que não veio em 2014/2015) e conseguir algo melhor na fase onde os homens são separados dos meninos. Tudo conspira para a confirmação de Whiteside na NBA. 

É maluco pensar que um ano atrás esse cara estava batalhando e correndo atrás na D-League. Ele encerrou a temporada passada com 11,8 pontos, 10,0 rebotes e 2,6 tocos por partida. Vale ressaltar que em alguns jogos, enquanto não estava 100%, era usado no garbage team, aqueles que entram quando a partida já está decidida. 

Nas dez primeiras partidas da temporada, Hassan já aparece com 15,3 pontos (63% FG), 11,9 rebotes e 4,6 tocos. QUASE CINCO TOCOS por partida. Olhando mais profundamente seus números, o Heat realmente é forte com sua presença em quadra. Quando está atuando, a eficiência no ataque da equipe é de 107,1 pontos (per 100 poss). Quando está sentado no banco, a eficiência cai para 95,3. O número de BLK% (porcentagem de arremessos de dois pontos do adversário que um jogador bloqueia enquanto ele está em quadra) é de 15,5 com ele em quadra, 6,9 com ele no banco.

Na derrota para o Minnesota Timberwolves, ele alcançou seu segundo triple-double na carreira. O segundo abusando dos blocks. Foram 22 pontos, 14 rebotes e 10 tocos. Nos últimos trinta anos, quando a liga intensificou a contagem dos tocos, apenas 55 casos de triples-doubles com bloqueios de arremessos foram registrados. Os últimos dois pertencem ao pivô do Heat.

TRIPLE-DOUBLE COM TOCOS DESDE 1985-1986

Dikembe Mutombo 10x
Hakeem Olajuwon 10x
David Robinson 9x
Shawn Bradley 6x
Marcus Camby 3x
Hassan Whiteside 2x
Ben Wallace 2x
Benoit Benjamin
Manute Bol
Mark Eaton
Roy Hibbert
Dwight Howard
Serge Ibaka
JaVale McGee
Andrei Kirilenko
Shaquile O'Neal
Jermaine O'Neal
Larry Nance
Joakim Noah
Larry Sanders

Ninguém aqui está ousando dizer que estamos diante de um novo Shaq ou Abdul-Jabbar, mas sim de um pivô eficiente que vem impressionando com sua agilidade dentro do garrafão e com ótimos números. Está se firmando e confirmando as aparições de 2014/2015 que fizeram a NBA disparar um olhar diferente para o seu jogo.

Ainda age muito na emoção e já coleciona alguns lances explosivos. Tem muito a aprender, afinal são apenas 77 jogos na carreira. Ainda vai oscilar constantemente, porém depende apenas dele corrigir os problemas, evoluir como jogador e auxiliar seus companheiros.  Está em seu último ano de contrato. Seu salário é de 981 mil dólares (pouco menos de 12 mil dólares por partida). Seguindo nessa linha, não é maluco imaginar que esse cara vai ganhar muito dinheiro na offseason. A pergunta é: alguém vai parar o crescimento desse rapaz?



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