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3 de outubro de 2015

A chegada de Raulzinho ao Utah Jazz


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Quando Raulzinho assinou contrato com o Utah Jazz, o cenário não era dos mais favoráveis. Ele não tinha perspectiva de minutos de jogo, não tinha recebido nenhuma promessa da organização, não sabia se teria algum papel na equipe (quaisquer que fosse) e havia até um cenário que o colocasse atuando em várias partidas na D-League. Nada disso impediu o sonho do brasileiro em atuar na NBA, ele queria estar na principal liga e ao lado dos principais jogadores. Era NBA e ponto final. Isso é tão verdade que, quando o Jazz se aproximou dele no verão, ele não pensou duas vezes e aceitou. Trocou o Murcia, saiu direto da delegação brasileira que disputava o Pan-Americano e partiu para Salt Lake City.

Ir morar em um lugar estranho? Barreira linguística? Nada importava. Ele só precisava de uma oportunidade. E ela veio. O jovem armador comenta que a adaptação no novo time e no novo país está indo bem. O Jazz ajuda com a casa, com o carro e tudo o que a família precisa. Sobre viver sozinho ele tira de letra, visto que morou quatro anos na Espanha. 

E vocês se lembram de toda aquela incógnita que eu comentei no início desse post? Aparentemente não existe mais. Dante Exum rompeu os ligamentos do joelho durante um amistoso e não tem previsão de retorno. Se antes ele precisava disputar minutos com Exum e Trey Burke (e esse sendo titular na lógica), Raulzinho vira uma realidade dentro da franquia e existe grande possibilidade do brasileiro receber muitos minutos nessa temporada. Com maior presença, ele poderá dar a resposta que a comissão técnica aguarda para ver suas chancers de seguir na organização nos próximos anos.

A verdade é que o Jazz acompanha o seu desenvolvimento há algum tempo. Em um elenco cheio de jovens passadores, Raul chega com muita experiência e pode se aproveitar disso. Ok, ele tem 23 anos, né senhores, mas precisa ser levado em conta que ele joga profissionalmente desde 2008. Membro da seleção principal de basquete do nosso país, já mostrou ter um basquete de alto nível. Sua apresentação contra a seleção de basquete americana impressionou muito os americanos, principalmente os olheiros do Jazz (desde 2013 a franquia detém os seus direitos via Draft).

Existe algumas questões que o armador precisa melhorar: seus arremessos. Como os próprios americanos dizem, você não precisa ser um Stephen Curry, porém precisa converter arremessos de fora para impor um respeito aos seus adversários. É assim que você cresce em uma liga como a NBA. Inteligente e com ótima visão de joga, tendo uma porcentagem razoável nos arremessos, seu jogo vai crescer de forma absurda. Se apenas se concentrar em passar e não se preocupar com seus tiros, ele se torna uma Rajon Rondo (não estou comprando os jogadores, e sim o estilo de jogar).

Ele vem se dando bem os companheiros, inclusive ganhou um apelido do colega Gordon Hayward: Wolf (por causa da pronuncia do nome). Há poucos dias da estreia na preseason, mostrou um bom basquete no training camp. Tudo está conspirando à seu favor. Basta jogar e mostrar resultado. O seu sucesso vai ser consequência do trabalho apresentado.

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