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27 de abril de 2015

As aventuras de Tito Horford e seu laço com o Brasil


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Eu adoro contar histórias aqui no Paixão NBA. Vasculho alguns baús da NBA, leio uma coisa aqui, leio outra ali e tento transmitir tudo aqui no blog. Fazia tempo que "brincava" de fazer isso, mas encontrei uma história legal para se contar aqui. Bom, todos aqui conhecem o Al Horford, né? Baita pivô do Atlanta Hawks, vivendo o melhor momento de sua carreira. O dominicano está na liga há quase uma década, consolidado, é um grande ícone e merece todo o respeito dos adversários. E você sabia que o seu pai começou a trilhar o caminho da família Horford no basquete?

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Ok, ok, Alfredo William Horford, ou melhor, Tito Horford, passou pela NBA e, infelizmente, pouco produziu. Tudo começou quando ele atuava pela Universidade de Miami, jogando na Flórida de 1986 até 1988. No College, Tito obteve médias de 14,2 pontos e 9,3 rebotes, com o aproveitamento nos arremessos de quadra superando a barreira dos 50%. Sua altura (2,16m) e sua agilidade chamavam atenção. O Milwaukee Bucks viu isso e selecionou o pivô na 39ª escolha do Draft de 1988.

Já a carreira no profissional decepcionou. Somando o total de jogos disputados nas duas primeiras temporadas, as pelejas não passam de 60. Pouco aproveitado, não tinha minutos de quadra, acabou dispensado no término da temporada 1989-1990 e foi tentar a vida em outras ligas. Passou por França, Venezuela e BRASIL. Sim, Tito Horford desembarcou em terras brasileiras e atuou por Suzano e Sírio. No solo brasileiro, não foi só de basquete que o grandalhão viveu. Em relacionamento com a jogadora de vôlei Patricia de Andrade, nasceu a filha Maíra Fernanda, que se divide entre Brasil e República Dominicana. Tito nunca viu a filha e o único contato dos dois é via telefone.

Na offseason de 1993, Horford pai recebeu outra chance na liga americana: assinava como agente livre com o Washington Bullets. A aventura na capital não passou de 3 jogos, 28 minutos, 3 rebotes, 3 tocos, 0 ponto e outra dispensa. Fechavam-se ali as portas para o dominicano com 28 anos. A carreira profissional se encerrou em 2004, depois de passagens pelo basquete italiano e basquete local.

Na época em que atuou, Tito pegou uma NBA no início da expansão e globalizando aos poucos. Os atletas latinos e europeus ainda cavavam seus espaços nas equipes, a paciência era mais curta. Para se ter uma noção, o dominicano pegou a mesma época que Rolando Ferreira, o primeiro brasileiro a atuar na NBA. Sem muito espaço e sofrendo com lesões, Ferreira, mesmo com contrato em vigor, deu adeus à liga e nunca mais teve outra chance. A realidade seria diferente se atuasse hoje? Fica a dúvida.

A ligação com o Brasil sempre vai existir, sua filha joga basquete pelo São José e se comunica bastante mesmo sendo por aparelho telefônico. O contato visual não existe, mas de longe, Tito se vira. Al Horford já comentou que gostaria de conhecer a irmã brasileira (um desejo dos outros filhos de Tito) e uma vinda ao país está nos planos. Essas e outras vão para o álbum da família Horford, sem dúvida alguma.

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