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3 de novembro de 2014

Sem querer, Oklahoma City Thunder descobre Perry Jones


Cotado para ser um dos líderes na conferência oeste, o Oklahoma City Thunder inicia a temporada 2014/2015 com tantos problemas que já chega a dar medo em seus torcedores. Tudo porque com grande parte do elenco se encontrando lesionado, a equipe sofre com as viagens e mal consegue preencher o banco de reservas para as partidas (o time está atuando com oito atletas elegíveis). Hoje o departamento médico conta com 7 (sete) jogadores. Como sobreviver a isso? O jeito é lançar alguns nomes no quinteto titular e torcer para dar certo. E nessa enrascada que vive o Thunder, surge uma esperança: Perry Jones.

Ala de 21 anos, Jones está com a ingrata missão de substituir o atual MVP da NBA. Lesionado desde o dia 10 de outubro, Kevin Durant só deve retornar no mês de dezembro. Para "ajudar" ainda mais, a outra estrela do elenco, Russell Westbrook, também se lesionou e só volta em 6 semanas. O DM do Thunder ainda conta com nomes importantes na rotação de Scott Brooks: Reggie Jackson, Jeremy Lamb e Anthony Morrow. A zica é tão grande que os dois novatos da equipe também estão machucados: estou falando de Mitch McGary e Grant Jerrett. Onde o Perry Jones entra nessa história? Vamos chegar lá.

No Thunder desde 2011 (foi selecionado pela franquia na 28ª escolha), Jones passou dois anos na Uniservidade de Baylor e nunca chamou atenção. Era integrante da turma que só entra no jogo quando a parada estava decidida. Sua média na carreira antes dessa temporada era de 3,0 pontos por jogo. Na real necessidade, Brooks precisou lançar o rapaz.

O espanhol Serge Ibaka não consegue carregar todo mundo nas costas e precisa de suporte, de um responsável para desafogar as bolas. Para ficar mais fácil, um exemplo claro: Durant precisando de Westbrook.

Na estreia da temporada regular diante do Portland Trail Blazers, o ala anotou apenas 3 pontos. Logo já se abriu um mar de desconfiança. Contra o Clippers, eis que ele se apresentou para o mundo da NBA: incríveis 32 pontos e acertando 59% dos arremessos tentados na noite. E na terceira partida, contra o Denver Nuggets, Jones marcou 23 pontos (50% FG). Sua importância cresceu de forma absurda. Hoje as bolas passam por sua mão e ele vem decidindo. Buscando números mais detalhados, quando Jones está na quadra, o desempenho do Thunder é bom (eFG% 48%), mas cai radicalmente quando ele está no banco (40%). A eficiência dos adversários crescem quando Jones está descansado (57%), mas cai quando ele retorna à quadra (44,7%).

A medida que o departamento médico for liberando quem estiver recuperado, o Thunder vai retomar a sua força no oeste e conseguir uma série de vitórias. E nessa loucura de colocar atletas desconhecidos do público, surge um nome com talento e potencial para ajudar lá na frente, nos playoffs quando a coisa engrossar. Não tem Durant? Vai com Perry Jones mesmo!

1 comentários :

Muito bom o texto. Mas só uma observação, Perry Jones era cotado pra ser loteria no draft de 2012. Isso só não aconteceu, porque ele teve uma lesão em seu joelho, que não foi tão simples. Aí por isso que ele caiu pra 28. Não é que o Thunder descobriu Jones, Perry sempre foi muito talentoso, só que as lesões atrapalharam um pouco o seu desenvolvimento.

Agora sem lesões e com um bom tempo de quadra, ele ta mostrando o que realmente sabe fazer...

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