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25 de outubro de 2014

Preview Paixão NBA - Divisão Sudeste


Então senhores, dando sequência em nossos previews, chegou a hora da divisão Sudeste. Hora de falar do novo Miami Heat, do motivado Washington Wizards, da volta do Charlotte Hornets, desse Atlanta Hawks pouco badalado, e do jovem Orlando Magic. Vamos lá!

Preview Paixão NBA - Divisão Central 
Preview Paixão NBA - Divisão do Pacífico

Miami Heat (47-35, 3º no leste)

Há vida sem LeBron James? O Miami Heat vai tentar provar que sim. Apesar de todos os esforços de Pat Riley e Erik Spoelstra em manter o ala, James retornou a Cleveland e o time de South Beach teve que mirar, rápido, em outras peças. Através do Draft, chega o armador Shabazz Napier, nome que agradava muito James e que fez o Heat fazer de tudo para conseguir. Conseguiu. Chris Bosh e Dwyane Wade renovaram, chegou Luol Deng, chegou Josh McRoberts, Danny Granger, Shannon Brown, Shawne Williams... como vocês podem notar, muita gente ingressou. No papel, há nomes de respeito. Mas nome não ganha mais nada nessa liga. Se você analisar que perder o melhor jogador do mundo é péssimo, o saldo do Heat nessa offseason é negativo, porém o que devemos levar em conta é: o que dava para fazer, foi feito. O Heat segue forte no leste, mas não é o favorito. O trabalho de Spoelstra nunca será tão avaliado como agora.

PG: Mario Chalmers 
SG: Dwyane Wade
SF: Luol Deng
PF: Chris Bosh
C: Udonis Haslem

Destaque: Chris Bosh. Não fiquem loucos comigo, senhores. Dwyane Wade será o líder, mas a idade está chegando. E nem quero entrar muito no mérito dos joelhos. O fato é que Chris Bosh, enfim, terá o espaço que merece no elenco. Com o contrato de 118 milhoes em 5 anos, as fichas serão depositas no ala-pivô. Será o Bosh do Toronto Raptors? Talvez. O que importa é que ele amadureceu, conheceu o caminho das vitórias e o espírito de vencedor corre em suas veias. Chegou a vez do Dino.

Washington Wizards (46-36, 4º no leste)

Os tempos são outros na capital americana. Depois de seis anos longe da pós-temporada, os Wizards voltaram a dar esse gostinho de um jogo de playoff ao seu torcedor. Por pouco não aprontou diante do Indiana Pacers (abriu 1-0 na semi-final de conferência fora de casa). Para continuar com o ótimo trabalho, o técnico Randy Wittman terá um elenco ainda melhor. Além de Wall e Beal seguirem amadurecendo, a experiência de Paul Pierce chega para dar mais sabedoria (na teoria) aos colegas. O garrafão foi reforçando e, além de Nenê Hilário e Marcin Gortat, Wittman terá DeJuan Blair, Kris Humphries e Drew Gooden. Os jovens Glen Rice e Otto Porter devem ganhar minutos na rotação. Houve a saída de Trevor Ariza, é claro, mas no geral é uma equipe que tem tudo para ir aos playoffs e ter condições de brigar com os favoritos. Deve ter cabeça no lugar e malandragem, mas parece que os executivos sabiam disso e fizeram bom trabalho no verão.

PG: John Wall
SG: Bradley Beal
SF: Paul Pierce
PF: Nenê
C: Marcin Gortat

Destaque: O menino John Wall vem em uma escadinha bem legal de se acompanhar. Em seu quarto ano na liga, John Wall conheceu os playoffs, se tornou All-Star e anotou médias de 19,3 pontos, 8,8 assistências e 1,8 roubos por jogo. Para essa temporada e com um elenco mais reforçado, Wall tem tudo para seguir na sua escadinha e melhorar. Se subir o seu aproveitamento nos arremessos ( hoje é de 43%), Wall se credencia à briga pelo prêmio de MVP. No entanto, pés no chão. Deixem o Wall quieto no canto dele.

Charlote Hornets (42-40, 6º no leste)


Acho que até o torcedor mais fanático do finado Charlotte Bobcats e agora Charlotte Hornets, esperava uma temporada tão boa como foi em 2013/2014. Steve Clifford chegou após os insucessos de Mike Dunlap e Paul Silas e tornou a equipe da Carolina do Norte competitiva. Para esse ano, se esperava que a franquia mantenha o bom trabalho e consiga voos maiores. Os principais jogadores, Kemba Walker e Al Jefferson seguem no elenco. As chegada de Lance Stephenson aumenta as expectativas da torcida que também viu as chegadas de Marvin Williams e dos novatos Noah Vonleh e P.J Hairston. Os playoffs são uma realidade. Agora a meta é pelo menos vencer uma partida de pós-temporada (a franquia tem recorde de 0-8), porém me agrada muito esse Hornets e com certeza vai brigar por uma vaga nas semi-finais de conferência (olha o palpite aí). O elenco é forte no ataque e tem bons jogadores defensivos, como é o caso de Michael Kidd-Gilchrist especificamente. 

PG: Kemba Walker
SG: Lance Stephenson 
SF: Michael Kidd-Gilchrist 
PF: Marvin Williams ou Cody Zeller
C: Al Jefferson 

Destaque: Al Jefferson vai para o seu segundo ano com os Hornets e é o líder indiscutível. Kemba logo deverá assumir o cargo, mas hoje é inegável que seja o Big Al. Seus últimos anos em Utah não foram muito bons e isso ligou um sinal de alerta em Charlotte, no entanto o pivô superou qualquer expectativa. Com médias de 21,8 pontos e 10,8 rebotes por jogo, conduziu a franquia para os playoffs. Sua capacidade de dominar o garrafão mesmo com a dificuldade de saltar, impressiona. Ele não é um grande defensor perto do aro, mas impressionou com sua energia em 2013/2014. Michael Jordan deve chegar a Jefferson e falar sobre o papel de liderança e tenho certeza que ele exercerá o papel da melhor maneira.

Atlanta Hawks (39-43, 9º no leste)

O que falar da uma equipe que é sempre pouco falada entre os jornalistas, que a torcida não lota o ginásio, mas que sempre consegue superar as adversidades? Primeiro de tudo é que o Hawks está se classificando para todas as pós-temporadas desde 2008. São sete anos seguidos, a maior sequência ativa na conferência leste. E depois de forçar o game 7 contra o Indiana Pacers (mesmo sem contar com Al Horford) e adotar o estilo Spurs de ser, todos adquiriram respeito pela franquia. No verão americano, os Hawks acertaram com os agentes livres Thabo Sefolosha (ex-OKC) e Kent Bazemore (ex-Lakers). Pelo Draft, teve a chegada de Adreian Payne (médias de 16,4 pontos e 7,3 rebotes com Michigan State). O Hawks seguirá usando o seu forte garrafão com Horford e Paul Millsap, entretanto a evolução de Jeff Teague, e as bolas de três de Kyle Korver, atraem a atenção dos adversários. Eu não descartaria o Hawks tão cedo.

PG Jeff Teague
SG Kyle Korver
SF DeMarre Carroll
PF Paul Millsap
C Al Horford

Destaque: A lesão no ombro forçou Al Horford perder praticamente a temporada inteira. Ele disputava todos os jogos com o Hawks até que em 26 de dezembro de 2013, diante do Cleveland Cavaliers, veio a séria contusão. O dominicano ficou dez meses longe das quadras, mas promete voltar 100%. Sua importância no elenco é inquestionável. Antes de sua saída, apesar dos problemas, a campanha era acima dos 50% de aproveitamento. Sem ele, a equipe penou e classificou em oitavo no leste. E com ele 100%, até onde vai o Hawks?

Orlando Magic (27-55, 13º no leste)

A temporada 2014-2015 será um passo importante para essa jovem equipe do Orlando Magic. Os playoffs ainda não estão no campo de visão, mas começa a se desenhar uma franquia talentosa e cheia de espírito. As chegadas de Elfrid Payton e Aaron Gordon através do Draft deixam a equipe com uma nova cara. Victor Oladipo deve chamar mais a responsabilidade, e Nikola Vucevic segue impressionando com o seu jogo dentro do garrafão. Agora pegue tudo isso e some Channing Frye e Tobias Harris e BOOM! É um Orlando Magic que volta a despertar o interesse do torcedor na terra do Mickey Mouse. A saída de Dwight Howard ainda dói, mas podemos ver que no Amway Center existe um núcleo comprometido em resgatar os bons momentos. Repito: o Magic ainda vai sofrer nesse ano, porém vai ser muito divertido assistir um jogo desses jovens. É o famoso time que começa a ser preparado hoje para brilhar amanhã. Esperamos.

PG Victor Oladipo
SG Evan Fournier
SF Tobias Harris
PF Channing Frye
C Nikola Vucevic

Destaque: Nikola Vucevic. Sim, podem atirar as primeiras pedras por não colocar o Victor Oladipo. Ambos são jovens, talentosos e vão carregar a franquia lá na frente, mas hoje eu vejo o Vucevic como uma afirmação. Vai para seu terceiro ano com o Magic e sempre me pareceu consistente. Em 2013/2014, foram 14,2 pontos, 11 rebotes e 50% de aproveitamento nos arremessos. Se ele conseguir melhorar seu jogo defensivo e bloquear mais arremessos, temos um futuro All-Star. É difícil escolher um destaque em um elenco tão jovem e tão promissor.

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