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24 de outubro de 2014

Preview Paixão NBA - Divisão do Pacífico


Dando sequência em nossos previews, hoje é a vez da Divisão do Pacífico, que tem toda pinta de ser dominada por Clippers e Warriors. As duas franquias devem disputar a liderança até o final, e nós do PN colocamos o time de Griffin, Paul e cia. com uma certa vantagem. Tem Suns, tem Kings, tem Lakers. No ar, mais um preview Paixão NBA!

Nunca se esquecendo que os comentários estão livres para iniciar um debate. O twitter do blog também é um ponto de encontro para se discutir os previews e outros temas relacionados à NBA: @paixaonba.
Um trabalho de Matheus Cezar, Ariel Paiva e Felipe Torquini

Los Angeles Clippers (60-22, 1º no oeste)

A ameaça de desmanche sumiu junto com Donald Sterling do time. O Clippers se manteve praticamente o mesmo da temporada, exceto à adição de Spencer Hawes que veio tentar curar a falta de arremesso de longa distância da equipe. A rodagem e o empirismo que todos adquiriram na temporada passada na eliminação feia, quiçá vergonhosa, para o Thunder deve contribuir para os playoffs desta temporada, aonde a franquia azul a branca do Staples com certeza estará. Chris Paul tem que mostrar que não é somente jogador de temporada regular e dar um passo á frente na carreira.  
PG: Chris Paul 
SG: JJ Redick 
SF: Matt Barnes 
PF: Blake Griffin 
C: DeAndre Jordan 

O destaque da equipe (há controvérsias) é Blake Griffin. O ala de força - jamais tal alcunha foi utilizada com tanta literalidade - foi cotado para vencer o Most Improved Player da temporada por alguns, devido á evolução do seu jogo, que passou de enterradas e jogadas simplesmente físicas para jumpshots e até bolas de três de pontos (Foram 12-44 na última temporada). BG é um jogador em pleno desenvolvimento e que assume um papel importantíssimo na equipe, com CP3 dentro ou fora de quadra.

Golden State Warriors (57-25, 4º no oeste)

O Warriors para a temporada passada com banca de NBA Finals e novamente passou longe disso. Ao invés de largar tudo e ir em busca de estrelas - já há duas no elenco -, o Warriors adotou postura parecido a do Clippers: Manteve todo mundo e trouxe uma ou outra peça para fechar a equipe. O da vez foi Shaun Livingston (menção honrosa à Leandro Barbosa), que tenta preencher a lacuna do banco de Curry, órfão de Jarrett Jack. Iguodala precisa entrar mais na parte ofensiva, aonde foi nulo da temporada passada e todos sabemos que ele pode mais (chegou a fazer 20ppg no 76ers). A equipe de Oakland não tem muito aonde mexer, é basicamente colocar os meninos em quadra e esperar a mágica acontecer. Torçamos para que a experiência de mais uma eliminação precoce os faça serem ainda melhores que na temporada, pelo bem do basquetebol.

PG: Stephen Curry 
SG: Klay Thompson
SF: Andre Iguodala
PF: David Lee
C: Andrew Bogut

Stephen Curry não assume somente o protagonismo do Warriors, como também da NBA. O armador já figura entre alguns recordes de bola de três pontos, além de ser carismático e nos proporcionar diversos jogos espetaculares aos torcedores e fãs da bola laranja. Não é esperado uma evolução ainda maior do seu jogo, pois na temporada Curry parece ter chegou no seu auge, fazendo 24ppg, 8.5apg e 4.3rpg. Acima disso, briga por MVP com certeza.


Phoenix Suns (43-39, 10º no oeste)

Por pouca coisa (uma vitória) a equipe do deserto ficou de fora dos playoffs da temporada passada (três derrotas nos últimos quatro jogos). Jeff Hornacek conseguiu tirar leite de pedra, concorreu a COY e mesmo sem a “revelação” Bledsoe por boa parte da temporada, levou um time desacreditado e do fundo de tabela até um quase-playoffs. Nesta temporada a exigência já é outro patamar, agora o objetivo tem que ser playoffs. Dragic, atual MIP, comandará a equipe ao lado do também armador Bledsoe, que saudável é um mini-Westbrook e do armador oriundo do Kings, Isaiah Thomas, sensação do time de Sacramento. Dali pra frente, coloca o jogo na mão dos irmãos Morris e do pivô aspirante a all-star Plumlee e esse Suns fica PELO MENOS divertido de assistir. 

PG: Goran Dragic 
SG: Eric Bledsoe 
SF: P.J. Tucker 
PF: Markieff Morris 
C: Miles Plumlee 

Dragic carrega a esperança dos torcedores em encontra o novo Steve Nash, astro da equipe de Arizona no começo do milênio e, apesar de jamais haver outro Nash, pode pelo menos chegar perto. O armador que fez 20.3ppg e 5.9apg, além de vencer o MIP, carrega agora a responsabilidade de ser a estrela desse time jovem. Precisa ser, mais do que nunca, o novo Nash.


Sacramento Kings (31-51, 12º no oeste)

A franquia de Sacramento, que recebeu GM novo na última temporada, precisa definir seu plano urgentemente. Reconstrução ou busca por playoffs? Há uma estrela na equipe, chamada DeMarcus Cousins, sub-aproveitada, que recebeu companhia de outra estrela da liga - mas não pela sua técnica, que apesar de boa não justifica o salário astrônomico -, Rudy Gay. Após perder a revelação Isaiah Thomas, o Kings trouxe Collison e Sessions para preencher a lacuna na armação, além de Staukas para ajudar McLemore no perímetro. A franquia parece mais forte que na temporada passada, mas não suficiente para playoffs, principalmente no oeste.

PG: Darren Collison
SG: Ben McLemore
SF: Rudy Gay
PF: Jason Thompson
C: DeMarcus Cousins

O gigante Cousins, que pelos mais racionais já é colocado como um dos melhores pivôs desta maravilhosa liga, com a cabeça no lugar é um gênio. O antigo jogador da universidade de Kentucky teve médias de 22.7ppg, 11.7rpg, 2.9apg e 1.3bpg, além de mostrar um ball handling estilo - e não nível - Shaq. Além de eficiente, é divertido de assistir. Deve, como sempre, carregar a equipe do Kings, mesmo que para o fundo do poço.



Los Angeles Lakers (28-54, 14º no oeste)



O Lakers é uma franquia com pressa de vencer, devido a aposentadoria iminente de Kobe Bryant, e por isso trouxe diversas peças na free agency para tentar ao menos ir aos playoffs, aonde lá depositam toda a confiança no Black Mamba. O armador Jeremy Lin assume a armação da equipe, disputando posição com o, infelizmente, eterno lesionado Steve Nash. Nick Young permanece na equipe, a exemplo de Jordan Hill. Os dois devem ter mais espaço e serão colocados em uma posição de maior destaque que nas últimas temporadas, para Hill, ou na última temporada, para Young. Boozer foi um movimento ousado e traz ainda mais energia para o garrafão, que ainda conta com o rookie Julius Randle, sétima escolha geral deste draft. O desempenho da equipe vai depender bastante de como se encaixarão as novas e como Bryant virá das recentes lesões. Pegar playoffs nesse leste vai ser duro.


PG: Jeremy Lin
SG: Kobe Bryant
SF: Nick Young
PF: Carlos Boozer
C: Jordan Hill

Destaque não poderia deixar de ser Kobe Bean Bryant. O ala-armador, que lutou na temporada passada contra uma (s) lesão (ões), recebe um salário de estrela - aliás, o maior da liga, nem LeBron ganha tanto - e tem um legado a ser defendido, além da velha luta pelo sexto anel. Pode ser a última temporada em alto nível de Kobe, ou pode ser a temporada aonde ele se afunda de vez. Quem viver verá.

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