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8 de setembro de 2014

Um dia memorável para o basquete brasileiro


Desde que ficou decidido que a Argentina seria nossa adversária na fase mata-mata do Mundial de basquete, em um 7 de setembro, eu já comecei a ter pesadelos. Sempre acreditei nessa equipe, tenho plena certeza que somos melhores que eles (comparando os atletas disponíveis), porém meu medo era o nosso psicológico. Esses jogadores tiveram que aguentar todo tipo de crítica, e tinham aquela seleção que estava sendo pedra no sapato ano-pós-ano. Tirando o nervosismo inicial, o Brasil passeou em quadra e despachou os hermanos para Buenos Aires mais cedo.

Não farei um resumo do jogo, pois com certeza você já leu por aí, assistiu vídeos e está totalmente por dentro do que aconteceu em Madrid nesse feriado nacional de Independência na nossa querida 
República Federativa do Brasil. O que quero dizer é que essa vitória vai muito além de apenas uma classificação para outra fase e uma eliminação. Matamos o fantasma que nos perseguia, damos moral para esse elenco ir em busca de uma medalha (sem pressão, ok?), valoriza o trabalho do criticado (críticas sem fundamento) Rubén Magnano e dá alegria para essa turma de jogadores que sempre encontrou dificuldades para atuar juntos (férias da NBA, lesões, problemas de seguro, etc). É visível como eles amam atuar juntos. Essa geração merece ser valorizada. É provavelmente o último Mundial dessa geração atuando no mais alto nível.

Acordei nesse domingo apenas com o pensamento voltado para às 17h. Ansioso e preocupado. Eu tremia assistindo jogo. O início do Brasil me preocupou muito, mas algo me tranquilizava: "Se o Brasil, jogando mal, está perdendo por pouco, imagina quando entrar na partida". E entrou. E brilhou. Com a entrada de Raulzinho (alô UTAH JAZZ), nossa equipe se encontrou e amassou os hermanos. Nos minutos finais, larguei o "Matheus - Paixão NBA" e virei o "Matheus - Torcedor". Foi demais! A ficha ainda não caiu.

O ponto alto da noite foi ver um argentino, puto da cara, me xingando por eu cantar: "ARGENTINA, DECIME QUE SE SIENTE". Isso não tem preço! Ver todos se ajudando dentro de quadra, vibrando, correndo um pelo outro encheu os olhos dos torcedores. Marquinhos chamando o Scola (hahahaha) para dançar, ver o nosso garrafão jantar os adversários, ver o Raulzinho se AGIGANTAR, o Magnano vibrar, o elenco sorrir... cara, isso me emocionou. O basquete brasileiro voltou a ser admirado (mas a dona ESPN tá de sacanagem).

Agora vamos pegar a Sérvia, equipe no qual já derrotamos na primeira fase. Vencemos jogando um grande basquete (tirando aquele blecaute no 3Q). Os europeus acabaram com a forte Grécia (5-0 na primeira fase), e vão com moral para nos enfrentar. Eles mudaram o estilo e vão priorizar o jogo mais rápido, ali no perímetro. Será um jogo totalmente diferente, mas ainda confio no Brasil. A ficha eu não sei quando vai cair, no entanto lembrarei com muito carinho esse 07 de setembro de 2014.

1 comentários :

Pow Matehus, senti essa mesma emoção cara! Nao acreditei quando vi o jogo ser fechado com 20 pontos pra cima dos caras.......
Post foda cara! Parabens pelo BLOG muito foda!

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