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11 de setembro de 2014

ESPAÇO LITERÁRIO: The Jordan Rules


Rubens Borges (@HitTheGlass)

Sam Smith cobre a NBA há mais de 30 anos. O jornalista começou no Chicago Tribune, e hoje trabalha para o Bulls.com. Smith acompanhou a controversa temporada de 1990-91 do Chicago Bulls e colecionou as histórias dos bastidores do título da franquia no excelente The Jordan Rules. 

O livro retrata as brigas de Jordan com o então treinador Doug Collins. Sua relutância em aceitar o triângulo, já que não confiava em seus colegas de equipe. E, como no meio disso tudo, o Bulls cresceu para vencer o primeiro de seis títulos em uma década. 

O livro foi escrito quando jornalistas viajavam com o time em voos comerciais. Assim, eles tinham a chance de conversar com os jogadores em um ambiente tranquilo, longe das câmeras e outros jornalistas. 

Verdade que o livro foi mais controverso na época, antes da internet e do acesso 24 horas por dia, sete dias por semana que os fãs do esporte têm hoje. Mas ainda dá um olhar incrível dentro da dinâmica do time. 

Alguma coisa do que se aprende no livro já veio a tona e virou assunto comum. Jordan era, como direi, afinal como Wu-Tang e HtG, Paixão NBA é para as crianças, exigente com seus companheiros de time. Constantemente dando cutucões verbais e, as vezes não físicos, MJ tentava de tudo para vencer. E o primeiro título veio antes dele entender, completamente, como ser um líder. 

O que pessoas esquecem, e The Jordan Rules retrata bem, é o crescimento do elenco. Scottie Pippen não chegou no Bulls como o futuro membro do Hall da Fama, Horace Grant não era o ala-pivô perfeito para o triângulo antes da chegada de Phil. O Bulls levou anos para ser um grande time, e Sam Smith conta essa história. 

Como todo livro de bastidores, as melhores partes são as histórias que não chegaram na mídia. Como algumas das frases a seguir: 

“Você errou toda jogada que a gente já fez. Você é burro demais para memorizar as jogadas. A gente deveria se livrar de você”, para Horace Grant. 

“Dor de cabeça hoje, Scottie?”, mostrando para Pippen, que tinha uma cabeça fraca nos primeiros anos de NBA, sua noite de 2-16FG. 

“Will Vanderbilt. Ele não merece ter o nome de uma das escolhas do Big Ten”, sobre Will Purdue. Sam 

Smith faz um estupendo trabalho relatando a temporada do Bulls. Infelizmente, o livro não existe em português (uma rápida pesquisa na internet confirmou minhas suspeitas). Mas que consegue ler em inglês, vale muito a pena.

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