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22 de agosto de 2014

Wilt Chamberlain e Muhammad Ali quase se enfrentaram em uma luta de boxe


Na primavera de 1971, em escritório dentro do Houston Astrodome, uma negociação mais que inusitada estava prestes a acontecer. Sentado em uma das extremidades da mesa estava o lendário lutador Muhammad Ali, ex-campeão dos pesos pesado do mundo e maior lutador auto-proclamado de todos os tempos.

Poucos minutos depois, chegava no escritório Wilt Chamberlain, um dos mitos do basquete e que ainda ganhava todos os holofotes. Ambos se conheciam bem e já apareceram juntos em várias ocasiões no passado, como programas de televisão e conferências de imprensa. No entanto o intuito da reunião era muito diferente do que todos imaginavam.

O que os dois atletas mais famosos do mundo na época estavam fazendo isolados dentro de um estádio vazio? Pouco depois toda a imprensa tinha conhecimento: Muhammad Ali e Wilt Chamberlain concordaram se enfrentar em uma luta de boxe (!!!).

Para Chamberlain, ele não tinha muita coisa a atingir na NBA. Seus recordes e registros são intocáveis, os prêmios estavam na sala de sua casa e seu nome já estava consolidado na história. Ele queria mais. Queria se tornar o rei em outro esporte. Já para Ali, a luta valia resgatar todo o sucesso que haviam lhe tirado. Por ter se recusado de forma ilegal a servir as forças armadas, ficou longe do boxe por três anos. Apesar de seu nome ainda ter grande impacto, estava sem dinheiro. Apesar das palestras, não conseguia arrecadar muita coisa. Ele conseguiria voltar em alto nível? Nas duas primeiras lutas, provou manter o ritmo: venceu Jerry Quarry e Oscar Bonavena. Vitórias que o credenciaram a lutar pelo título novamente, dessa vez contra Joe Frazier, um dos duelos mais esperados do século.

O problema é que Ali acabou sendo derrotado, e Wilt ameaçou cancelar a luta. Tinha o desejo de ser o campeão dos pesos pesados, e para isso ser possível ele teria acordado que só faria o duelo se Ali derrotasse Frazier. Bob Arum, ex-advogado e promotor de eventos, seguiu conversando com Chamberlain e lhe ofereceu muito mais dinheiro.

O pivô da NBA não tinha experiências como boxeador, porém tinha um plano de ação: contrataria Cus D'Amato, um treinador conhecido por formar e capacitar atletas a serem campeões "num passe de mágica". E segundo D'Amato, com as orientações certas, Wilt teria totais condições de vencer Ali. Do outro lado, o lutador profissional nem pensava em algum plano. A intenção era subir no ringue, socar Wilt e ir para casa.

A imprensa mundial logo comprou a ideia. As manchetes dos principais jornais só falava da luta. O pivô do Philadelphia Warriors, 76ers e Lakers conseguiria bater "The Greatest"? Ele conseguiria pelo menos seguir até o segundo round? Seria a luta de maior bilheteria da história? Todas essas perguntas acabaram em 22 de abril de 1971 quando Chamberlain desistiu de assinar o contrato do evento. Acabava ali o sonho de ver o combate dos gigantes.

Diversos rumores sobre a desistência do jogador existem até hoje. Primeiramente os advogados do pivô alegaram que devido aos impostos, Wilt receberia uma quantidade inferior ao valor negociado. Tal esforço para fazer a luta acontecer não valeria a pena. Depois surgiu o boato que ele fez todo esse barulho apenas para conseguir um novo contrato com o Los Angeles Lakers. Anos depois, Wilt contou que conversou com o pai (grande fã de lutas) que duelaria contra Muhammad Ali, que logo respondeu: "Filho, você deve se concentrar em seus lances livres".

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