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31 de julho de 2014

E o Fab Melo deu adeus à NBA


E chegou ao fim a jornada de Fab Melo no basquete americano. Pelo menos nos próximos anos. Depois de breve passagem pelo Boston Celtics e liga de desenvolvimento, o pivô brasileiro vai atuar no Novo Basquete Brasil, pelo Paulistano-SP.

Por ser um cara ilustre, o PN não pode deixar de lembrar sua breve passagem na maior liga de basquete do planeta terra. Com seus 7.8 pontos e 5.8 rebotes no seu último ano na Universidade de Syracuse, Melo é selecionado pela franquia celta na 22ª escolha do NBA Draft 2012. Por ter tido experiência na NCAA, ter boas apresentações e ser escolhido pelo time com mais títulos na história da liga, a expectativa sobre ele era grande.

No entanto, Doc Rivers não achou necessário utilizar o mineiro de Juiz de Fora. Foram SEIS assinaturas com a D-League enquanto era jogador do Celtics. Quando ganhou chances, entrava apenas quando o jogo estava sacramentado. No total, foram 6 jogos, 3 vitórias e 3 derrotas. Suas médias lembram até a nossa estrela, Brian Scalabrine: 1.2 pontos, 0,5 rebotes e 0.3 blocks por jogo (média de 6 minutos em quadra). Certa vez, ele se lesionou ao bater a cabeça em uma porta. Virou piada entre os companheiros de time e jornais da cidade.

Ele então é trocado e vai parar no Memphis Grizzlies. A aventura não passou de duas temporadas: foi dispensado. Em setembro de 2013, assina com o Dallas Mavericks. Para se apresentar, ele precisa segurar um papel com o seu nome para então ser reconhecido pelos colegas de imprensa. Ele mal trabalhou com os companheiros e, pouco antes da temporada iniciar, foi dispensado. Na D-League, somando todas as suas aparições, foram 54 jogos com a camisa do Maine Red Claws: 8 pontos e 5.1 rebotes de média.

Infelizmente encerram-se as piadas envolvendo o nome de Fab Melo. O pivô que tem mais pontos que Oscar Schmidt na NBA, se despede. Ele é novo, tem apenas 24 anos e totais chances de um dia retornar. Eu já descarto essa possibilidade. Teve inúmeras chances de mostrar o seu valor e nada conseguiu. Em breve, daqui alguns anos, vamos relembrar sobre um pivô brasileiro na NBA. Ninguém vai dar bola que ele quase não jogou. Vamos lembrar que ele vestiu a camisa que Bill Russell vestiu inúmeras vezes. Valeu, Fab!

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