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4 de maio de 2014

Honrando o sobrenome, DeAndre Jordan mostra evolução e conquista respeito


Ariel Paiva (@TripleDouble_)

Na NBA, como no futebol, existe o folclore. Aqueles jogadores ruim de bola que aparecem em momentos importantes e/ou dão sorte de fazer uma jogada emocionante. DeAndre Jordan é o cara do momento, o Obina de alguns anos atrás. Enfrentando o Golden State Warriors, Jordan (que tem o mesmo sobrenome da lenda, coincidência?) roubou a cena diversas vezes com tocos, enterrando em pontes aéreas e agitando o banco de reservas quando seu companheiro Blake Griffin, outro monstro das quadras, dá show.

Alguns anos atrás, quando DAJ (abreviatura para seu nome) foi draftado, houve muitos questionamentos quanto a sua conduta e disciplina, visto seus antecedentes em Texas A & M, universidade na qual passou por 1 ano. Após a assinatura do seu contrato em 2011, no valor "alto" de quarenta e três milhões de dólares, mais questionamentos quanto ao desempenho e o quanto esse contrato teria sido feito apenas pela falta de pivôs de qualidade disponíveis. Bem, o pivô calou a todos.

A partir da chegada do treinador Doc Rivers, ex-treinador do Boston Celtics e reconhecido pelos seus discursos motivacionais, DeAndre Jordan evoluiu seu jogo, principalmente defensivamente. São 2.5 tocos por jogo na temporada regular e 4.0 por jogo nesta série contra o Golden State Warriors. Aliás, a presença de Jordan no garrafão do Clippers causou sérios problemas a uma das principais jogadas do time de Stephen Curry, que são as infiltrações. DeAndre é o quarto melhor defensor em %FG no garrafão cedendo as cestas em apenas 44.7%, ficando atrás de Duncan (incomparável com 33%), Howard e Aldridge, respectivamente.

Em entrevistas, o pivô se mostrou chateado por não ter ganho o prêmio de melhor defensor do ano (dado a Joakim Noah), dizendo que todo seu trabalho nos treinos foram no sentido de ganhar o tal prêmio. Os companheiros de equipe compartilham de tal ideia, inclusive o seu treinador. Mas há o prêmio de MVP das finais, que desde 2002 não é dado a um pivô (Shaquille O'Neal venceu). Se DeAndre Jordan é tão chegado a desafios, com certeza este só será mais um na sua carreira. Basta o Clippers chegar lá.

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