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14 de fevereiro de 2014

Após início conturbado, Nenê se encontra no Washington Wizards


Quando o Denver Nuggets anunciou que estava trocando Nenê Hilário confesso que fiquei surpreso. O brasileiro tinha uma bela história na franquia do Colorado, seus números eram expressivos e a princípio não tinha motivos. Eu poderia passar aqui o dia todo listando números interessantes como Nenê já fazia parte da história dos Nuggets, como por exemplo, ele é o 7º atleta que mais vestiu a camisa da equipe: 555 jogos. Em questão de pontos, é o 9º maior cestinha com 6868 pontos. Enfim, a troca aconteceu e a vida seguiu.

Hoje, com mais calma, deu para entender os motivos dos executivos de Denver. Por mais que Nenê fosse uma figura querida da torcida, era preciso ser feita uma renovação. Beirando os 30 anos, o brasileiro foi trocado para o time dar espaço ao jovem Kenneth Faried. Os primeiros dias na capital americana foram complicados. Lesões, novo ambiente e equipe fraca contribuíram.

A segunda temporada tinha tudo para ser diferente, porém com ele e John Wall lesionados, os Wizards perderam os 13 primeiros jogos. Demorou para a equipe se encontrar, e quando se encontrou já era tarde demais para pensar em pós-temporada. Com os ingressos de Bredley Beal, Marcin Gortat, Trevor Ariza ganhando mais destaque e um elenco de apoio melhor, enfim a franquia de Washington voltou a figurar entre os 8 melhores times da conferência leste. Chegou até ficar com a campanha positiva, algo que não acontecia desde o início da temporada 2009/2010.

Com um elenco competitivo, Nenê, saudável, mostra todo o seu basquete. Sua experiência ajuda os atletas mais novos. Quando parecia que a coisa ia desandar novamente, o brasileiro comentou que os jogadores da equipe só estavam pensando individualmente. O "xixi" ajudou e o time se encontrou.

Este ano o paulista de São Carlos aparece com 14,0 pontos e 5,8 rebotes de média. É a terceira melhor média de pontos em sua carreira, perdendo apenas para os 14,6 da temporada 2008/2009, e os 14,5 de 2010/2011. Sua média de arremessos subiu de forma considerável: são 11,1 arremessos por partida. No momento aparece com uma sequência de 12 jogos anotando pelo menos 10 pontos. A última vez que não anotou dois dígitos de pontuação: 20 de janeiro. No dia 26 de novembro, pela primeira vez na NBA ele anotou 30 pontos, na vitória contra o Los Angeles Lakers.

O que mais estou gostando é sua regularidade. Além da pontuação, ele ajuda o ataque distribuindo bem o jogo. Entre os atletas do garrafão, Nenê tem a quinta melhor média de assistências no ano: 3,0 por jogo. O líder é Joakim Noah com 4,3. Após tempos difíceis, tudo parece estar dando certo para Nenê e sua equipe. Os playoffs é uma realidade para os comandados de Randy Wittman. Veremos como a garotada se sai nessa situação. Nenê estará lá, os auxiliando com toda a sua experiência. 

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