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1 de dezembro de 2013

A temporada das 73 derrotas


Domingo é aquele dia que os posts são mais lights. É o dia que o baú da NBA é revirado e certos momentos da história são contados aqui no Paixão NBA. No dia de hoje, será relatada um pouco sobre o time que mais perdeu jogos na temporada regular. Se o fim dos anos 70 foram competitivos para o Philadelphia 76ers, aquela década teve um início pífio.

A temporada era 1972-1973. Sem nenhum astro no elenco, os Sixers mesclavam a juventude com experiência. O destaque da equipe era Bill Bridges, que anotou 14,0 pontos e 12,2 rebotes por jogo.  A força ofensiva fica por conta de Fred Carter, que anotava média de 20 pontos. Jogadores desconhecidos pela maioria, que nada puderam fazer diante da superioridade dos outros times.

A temporada se iniciou no dia 10 de outubro de 1972. A primeira vitória só aconteceu 1 mês depois, quando após começar 0-15, os Sixers venceram o Houston Rockets por 114x112. O técnico Roy Rubin foi dispensado após 4 vitórias em 51 jogos. Foi a única experiência de Rubin como técnico. Ele nunca mais assumiu outra equipe na vida.

Para a parte da final, foi contratado Kevin Loughery. Mudança de técnico que não surtiu efeito. Loughery vence apenas 5 jogos (aproveitamento de 19%) e vê a franquia terminar a temporada com 9-73 (11%). É o segundo pior aproveitamento da história: perde apenas para os 10,6% (7-59) do Charlotte Bobcats, em 2011, ano do locaute. Passado 40 anos, o recorde de derrotas em uma única temporada segue com esse Sixers. 

Vamos dar uma olhadinha nos números:

Média de pontos: 104,1
Média de pontos sofridos: 116,2

Atuações mensais:

Outubro: 0-9
Novembro: 2-13
Dezembro: 1-13
Janeiro: 1-16
Fevereiro: 5-9
Março: 0-13

Atuações por dia:

Domingo: 3-11
Segunda: 0-2
Terça: 1-10
Quarta: 3-14
Quinta: 0-2
Sexta: 1-18
Sábado: 1-16

Na temporada seguinte, a equipe seleciona Doug Collins como primeira escolha do Draft de 1973. Apesar de não ir muito bem em seu ano de estreia, Collins ajuda os Sixers a ter uma temporada mais digna. Com o passar das temporadas, o atleta e o time evoluem e voltam a se transformar em uma das potências da liga. Vale a pena dizer que o crescimento também tem nome e sobrenome: Julius Erving, o Doctor J. Como dizem os locais, foi a temporada das 9 vitórias e 73 dores.

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