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15 de junho de 2011

O jogo coletivo brilhou e barrou o individualismo


Uma das maiores lições da conquista do Dallas Mavericks é que o jogo coletivo ainda fala mais alto na NBA. Ao pegar o Miami Heat, que tinha contratado LeBron James, Chris Bosh e acertado a renovação com Dwyane Wade, poucas pessoas davam voto de confiança ao time de Rick Carlisle. Afinal, enfrentar dois dos melhores jogadores da NBA além de Chris Bosh que é jogador da seleção americana, era um papel duro. Era o jogo coletivo do Mavs contra o talento do Heat.

Só que hoje o basquete no mundo está orgulhoso do Dallas Mavericks. O time de Miami não tem nenhum sistema tático, é bola no trio e seja o que Deus quiser. E isso deu certo até um momento. Com James, Wade e Bosh atuando mais de 40 minutos, a franquia da Flórida sobreviveu contra o Boston Celtics e Chicago Bulls mesmo sem ter um pivô "decente". Até os torcedores fanáticos do Heat sabem que trabalho sujo do Joel Anthony não é o ideal. O super trio atuou bem em praticamente todos os jogos sendo decisivo nos momentos derradeiros. Mas tinha um certo Dallas pela frente, que eliminou os jovens do Thunder e que mais cedo tinha varrido o atual bi-campeão.

O trio de Miami sabia muito: não pode se errar. Qualquer atuação abaixo da média já seria um problema. Com um James menos agressivo, já foi o suficiente para Dallas se sobressair. O normal do Heat era ver seus três melhores jogadores passando dos 70 pontos. Nas finais, isso nunca aconteceu. Sabe por que? O jogo coletivo de Dallas anulou as peças do Heat. A equipe texana conta com um monstro chamado Dirk Nowitzki e tem jogadores como Jason Kidd, Tyson Chandler, Shawn Marion, Jason Terry e JJ Barea para dar um suporte. Bastava o alemão estar mal que o suporte estava lá para carregar. Mas o alemão não decepcionou. Sempre fez mais que 20 pontos e, quando os coadjuvantes ajudaram, não deu outra: Mavericks campeão.

É incrível como funcionou esse time de Dallas na hora certa. Começa com Jason Kidd e seus 38 anos conduzindo tão bem essa equipe com as assistências e as bolas de três. Shawn Marion contribui com belo trabalho defensivo e, apesar de seu arremesso horrendo, faz seus pontos. Tyson Chandler com raça não passa batido. Falar o que do Jason Terry? O maluco não erra, não tem medo, vai para cima. É o sonho de um treinador. Olha para o banco e vê um Jason Terry... só falta rezar de joelhos na quadra. A velocidade que JJ Barea imprime é anormal, ele bota o armador adversário no bolso e não está nem aí para isso. E para finalizar, um time que tem Brian Cardinal metendo bola de três e Ian Manhinmi fazendo o jumper e botando lá dentro, mostra a força total do elenco. O jogo coletivo falou mais alto nessa NBA Finals, deixando muita gente feliz, pois não há como não comentar o grande número de pessoas "secando" o Miami Heat para não ver 3 jogadores ganhando o campeonato sozinhos. Sem pivô, sem armador e sem técnico. Se o Heat ganhasse essa temporada, posso apostar com vocês como teria time tentando formar um time cheio de estrelas à qualquer custo. Não duvido que teríamos um Dwight Howard se juntando a Chris Paul e eles marcando reuniões para decidir o time que eles gostarião de jogar juntos.

Para aqueles que achavam que o basquete morreria ou que estava morto, vem o Dallas e encanta com todos os jogadores funcionando, se ajudando, todos com gana de vitória e de título. O título está em boas mãos. O título é de quem encarou a final como final.

1 comentários :

pois é! o Miami além de não ter um bom banco, não tem um bom armador e um pivo, deixar tudo na mão do trio não ia funcionar pra sempre, ainda mais com o LeBron jogando muito mal nas finais! Parabens aos Mavs e ano que vem quem sabe o Miami consegue!

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