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6 de junho de 2011

O problema em administrar a vantagem

Por incrível que pareça, Mario Chalmers é o mais tranquilo para decidir


Uma coisa que não pode discutir sobre esse time do Miami Heat é o talento da equipe. Nunca que uma equipe com Dwyane Wade, LeBron e Chris Bosh pode ser considerada fraca ou sem forças para chegar em uma final da NBA. Pode até ter o Joel Anthony como pivô, mas se o negócio apertar, alguém do trio resolve.

Mas, se uma coisa o Heat deve melhorar, e logo, é como administrar uma vantagem. Um dos tormentos da temporada regular, voltou assolar o time justamente na final. Como esquecer aquele jogo contra o Orlando Magic onde a equipe vencia por 24 pontos e viu as bolas de três virarem o jogo para o rival? E contra o Utah Jazz? Mais de 20 pontos de vantagem e num piscar de olho a derrota contra o time de Deron Williams. Houve outras partidas que o Heat deu a entender que queria entregar, mas conseguiu se estabilizar e segurar o resultado.

Na quinta-feira passada, no jogo 2, o time abriu 15 pontos no último quarto e viu Dirk, Terry e cia. virar o jogo e empatar a série. Ok, até ali nenhum problema. Mas ontem novos problemas aconteceram. No primeiro tempo, a vantagem que chegou a ser de 14, ficou em apenas 4. No início do segundo, após abrir 12 pontos, viu o Dallas virar a partida em um determinado momento.

O problema é na forma de administrar a vantagem. Quando o jogo está pegado, o Heat ataca a cesta sem nenhum problema, faz o jogo rodar e sempre consegue achar brexas na marcação adversária. Com os turnovers de Dallas e a força no ataque, o time da Flórida consegue abrir boa vantagem. Mas e aí? Fazer o que? O Heat cai no erro de segurar a bola os 24 segundos, faz o tempo passar, porém, erra o arremesso. Segurar a bola até não poder mais é aceitável, desde que isso seja feito na parte final do jogo. Não quando tem 7 minutos para ser jogado, não quando se está no primeiro tempo e não quando o jogo ainda está no terceiro quarto. É simples. Agride o tempo inteiro. Quando se há a vantagem, nem precisa agredir o tempo inteiro, mas não pode deixar a bola parar.

Se o LeBron prender a bola em seus braços, olhar pro relógio de posse e ver 4 ou 3 segundos, é quase óbvio que ele vai errar. Por mais que tenha talento, sua concentração não é a cesta, é como prender a bola para o tempo passar.

Assim que o Dallas encostava, o Heat voltava a jogar. Aí vem a pergunta: por que não fez isso durante aquela grande diferença no placar? Isso é NBA Finals, amigo. Dar mole como o time de Miami vem dando é imperdoável. Sorte que tem Dwyane Wade, um monstro que garantiu a vitória nesse jogo 3. Se o alemão não erra o arremesso, teríamos mais 5 minutos de emoção e o Heat com o gostinho outra vez de que a vitória poderia ter vindo mais fácil.

Erik Spoelstra sabe disso e deve falar com seus comandados. Colocar na cabeça deles como se administrar uma vantagem é uma prioridade no momento. Qualquer um está vendo esse problema da equipe. Agora é com a comissão técnica fornecer a ajuda necessária. Jogar basquete todo mundo ali sabe, enterrar todo mundo sabe (menos o Eddie House), fazer jogadas geniais é com o trio. Manter isso enquanto estiver na frente do placar com uma diferença considerável é o desafio do Heat.

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