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23 de junho de 2011

Aposentando uma camisa


Durante a celebração do título na American Airlines Center, Jason Terry falou do seu desejo de ver sua camisa aposentada pelo Dallas Mavericks. Ele sempre quis se aposentar com os Mavericks e, se o Mavericks ganhasse um título, ter sua camisa aposentada. Com um campeonato em suas mãos, ele poderia muito bem ter seu desejo realizado.

Ele é parte fundamental dessa equipe, um dos responsáveis pelo título. Começando sua carreira como armador, Terry aceitou muito bem ir para a reserva, onde ele evoluiu e hoje é um dos melhores da liga.

No entanto, aposentando-se uma camisa é algo sagrado. Muito depende da conexão emocional que uma franquia tem com esse jogador. Muito também depende do dono.

Então, está longe de ser uma ciência exata. Considere um bom exemplo do próprio Dallas Mavericks: Brad Davis teve sua camisa aposentada, mas Derek Harper e Mark Aguirre não.

Davis foi um reserva de manutenção, estilo Terry que sempre deu conta do recado. Harper, um excelente armador, e Aguirre, um cestinha fantástico, eram jogadores melhor do que Davis, mas não conseguiram se conectar da mesma forma com os fãs.

No meu ponto de vista, ainda é cedo para falar sobre isso. Jason Terry está se apressando. Ele ganhou o título, não fugiu da luta, porém ainda não é hora para falar em aposentar sua camisa. Mas é de fato um tema polêmico.

Podemos passar horas e horas falando do pessoal que mereceu ter sua camisa aposentada, quem teve condições mas não conseguiu, enfim, é um excelente tema para debate. Como eu disse, é uma questão de envolvimento. O cara pode jogar demais, mas se for quieto, não tiver conexão com a torcida ou até mesmo com o chefão, pode ter certeza que não vai passar de mais um jogador no elenco.

Se fosse para falar agora, rápido e direto, eu diria que sim, seria legal aposentar a camisa de Jason Terry. Em 2006, em um dos seus melhores momentos, bateu na trave na final que poderia muito bem ser o melhor ano da carreira. Ao perder a série de virada pro Heat, o jogador desanimado, que pensava: "como perdi essa final?", poderia ter saído do barco e ter procurado outro time. Não, ficou em Dallas. Com suas bolas de três e seus aviãozinhos, Terry leva a torcida à loucura. Depois de cinco anos de espera, ele conquistou o seu anel. E, com a taça tatuada no seu braço, tem a carisma que a torcida gosta. Aposentar a camisa do cara que joga na franquia desde 2004 não é loucura. Apesar de começar a próxima temporada com 34 anos, ainda vejo Terry jogando em um bom nível por mais um tempo. É daqueles caras incansáveis. E vamos lembrar que o dono é o Mark Cuban, um dos mais loucos da NBA. Fanático, aposentaria até a camisa do Scalabrine se ele estivesse no elenco dos Mavs.

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