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28 de junho de 2011

Alguns agentes livres perigosos para assinar


Em julho do ano passado, o New Jersey Nets deu para Travis Outlaw o maior contrato entre os quatro agentes livres que eles assinaram, enquanto isso o Phoenix Suns deu para Josh Childress um contrato de cinco anos em um sign-and-trade com o Atlanta Hawks. Menos de doze meses depois, ambos os times adorariam se livrar desses contratos. Aqui, o especialista Kevin Pelton mostra os jogadores que os times terão que tomar cuidado ao propor contratos milionários e longos.

J.J. Barea, PG, Dallas Mavericks

Começando dando os créditos para Barea. Sem sua energia e seus pontos vindo do banco e também como titular durante as finais da NBA, o Mavericks provavelmente não seria o campeão. Ainda assim, Barea parece aquela estrela universitária que tem um grande momento durante a NCAA e acaba sendo supervalorizado no draft. Sua eficiência subiu de 14.8 da temporada regular para 16.8 durante os playoffs, subida que veio depois do primeiro round, quando Barea sofreu contra o Portland Trailblazers.

Outros times que consideram Barea também têm de lembrar que Dirk Nowitzki não vem no pacote com ele. Grande parte do sucesso de Barea vem do pick-and-roll que acontece pela grande atenção das defesas em Dirk Nowitzki e seus chutes. Os números da influência de Nowitzki são muito claros. Segundo o StatsCube do NBA.com, Barea chutou 44% durante os playoffs com Nowitzki em quadra, mas apenas 24% com o alemão no banco.


Jeff Green, F, Boston Celtics

Ainda há alguns anos de seu pico, Green parece ser a solução ideal aos veteranos decadentes comuns no mercado dos agentes livres. Invés de estar melhorando cada vez mais em seus 24 anos, Green parece ter se estagnado ou até mesmo involuído em seu desenvolvimento. Suas falhas ficaram evidentes depois de sua troca para Boston durante a temporada em uma troca onde os torcedores do Celtics odiaram. Green falhou em vencer esses críticos e foi completamente nulo na pós-temporada.

Green foi mais ou menos o mesmo jogador em Boston que ele era em Oklahoma City, mas tudo foi exposto quando o Thunder julgou o ala dispensável. Muitos falavam que o problema de Green era jogar fora de posição no Thunder, jogando como power forward. Green jogou nas duas posições de ala no Celtics e como small forward, seu fraco chute de fora do garrafão acabou encolhendo seu espaço ofensivo. O perigo é que Boston investiu tanto em Jeff que a direção da equipe sentirá na obrigação de assinar com ele, já que é um agente livre restrito.

Jason Richardson, SG, Orlando Magic

Richardson completou 30 anos em Janeiro, e isso é perigoso para um swingmen como ele. A grande maioria dos jogadores similares a Richardson acabam tendo uma grande queda de produção na temporada em que fez 31 anos. Michael Finley, um dos jogadores mais similares a Richardson, é um grande exemplo de como pode ser o futuro de Richardson. A última temporada acima da média de Finley foi na temporada em que ele completou 31 anos e um ano depois acabou sendo dispensado pelo Dallas Mavericks.

Enquanto ele chega a seus 30, Richardson pode continuar tendo seu valor como um especialista nos seus chutes de média e longa distância em um papel mais limitado, assim como Finley jogou pelo San Antonio Spurs. Outros jogadores como Byron Soctt e Dan Majerle, tiveram uma “segunda carreira” como reservas. O problema é que o próximo contrato de J-Rich pode acabar pagando ele como um titular que ele foi durante toda sua carreira.

Tyson Chandler, C, Dallas Mavericks

Presente na lista dos melhores agentes livres de Chris Palmer, que aparecerá aqui no blog amanhã, Tyson Chandler tem bons motivos para aparecer lá: Ele foi ainda mais importante do que Barea nessa campanha inesquecível de Dallas. Ele foi sem dúvidas o segundo melhor jogador do time campeão da NBA. Mas existem razões para os potenciais interessados tomarem cuidado, o mais notável fato é que o desempenho de Chandler vem sendo muito inconsistente de ano para ano. Nas últimas duas temporadas, Chandler foi um jogador abaixo da média, no qual levaram New Orleans Hornets e Charlotte Bobcats a trocá-lo em duas temporadas consecutivas.

Isso não leva a Chandler ser necessariamente um jogador de contratos de um ano, mas seu jogo tende a ser imprevisível. Ele foi extremamente bem em seus dois primeiros anos com os Hornets antes de decair na temporada 2008-09. Lesões que custaram a Chandler mais de 30 jogos em ambas as temporadas com certeza foram grandes fatores, e sua habilidade nos rebotes declinou até ele ressurgir no Dallas. Quando Chandler está bem, ele é um dos melhores pivôs da NBA. Porém, seja quem assinou Chandler não pode contar com ele sendo saudável durante todo seu próximo contrato.

Nick Young, SG, Washington Wizards

Nenhuma estatística acaba por supervalorizar no mercado dos agentes livres do que pontos, então a boa média de 17 pontos de Young na última temporada com certeza fazem os olhos de muitos times brilharem. A pontuação de Young exagera seu valor. Sua eficiência até que não é ruim; ele fez 38.7% em suas chances de 3 pontos e chutou 81% nos lances livres. Adicionando que Nick dificilmente comete turnovers, ele com certeza foi um chutador acima da média no último ano.

O problema é que Young não dá nada ao time além de pontos. Ele é fraco nos rebotes para um shooting guard e apenas três jogadores de sua posição dão assistências com menos frequência. Incluindo a indiferença defensiva dele, ele é o equivalente a uma barra de chocolate: todo cheio de calorias. Mesmo com suas qualidades, ele é pior do que aquele nível em que parece estar.

Sérgio Júnior

1 comentários :

Lembram de Austin Croshere? Arrebentou num playoff final com o Pacers em seu último ano de contrato. Conseguiu uma renovação absurda, e sumiu...

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