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31 de maio de 2011

LeBron é o escolhido, mas definitivamente não o bem-amado


Pietro Bass


As pessoas têm falado, por vezes cruelmente, e eles não querem que LeBron James ganhe esse campeonato. Tal cenário testaria severamente a noção de que “todo mundo ama um vencedor”. Não. Não necessariamente. Não no caso desse jogador, que não tem rival quando se trata em excelência em ambos os lados da quadra, cujo desempenho épico nas últimas quatro semanas hipnotizou fãs e tocou um em particular, Scottie Pippen, que temporariamente perdeu a cabeça.

Assim como ele fez no verão passado, LeBron tem toda nossa atenção, e como antes, muito dela não é particularmente bajuladora. E agora vem a questão: Ele pode não somente ganhar seu primeiro campeonato, mas também o afeto do mundo do basquete nesse processo, que é uma concessão dada a todos os campeões?

Esta série será um estudo interessante no caso do estrelato, do ego, do perdão e da palavra de quatro letras, muitas vezes usada quando o assunto é LeBron: ódio. Nunca antes um jogador nesses playoffs – sem ofensas ao Dirk Nowitzki – vem jogando de maneira tão completa, gerando uma reação tão contagiante. Isso vem como uma pequena surpresa, mesmo que apenas por causa do brilho de LeBron em ser decisivo, coisa incrível de se ver. LeBron fecha o show realmente de um jeito que merece ser chamado como é: “O Rei.”

A legião contra LeBron é famosa e é liderada por três pessoas em particular: o dono do Dallas Mavericks Mark Cuban, que bombardeou a decisão do LeBron de sair de Cleveland e tornou pública sua felicidade com o início de temporada do Heat, em que o time sofreu pra entrar em forma; Charles Barkley, o comentarista de basquete mais engraçado e influente no planeta, sempre elogiando LeBron mas sempre com a necessidade de realçar suas falhas e Dan Gilbert, dono do Cavaliers, que previu corajosamente que a sua equipe ganharia um anel antes de LeBron e disse que estava gostando do que estava vendo quando viu o Chicago Bulls batendo o Heat no primeiro jogo da final da Conferência Leste.

Wyc Grousbeck, dono do Celtics, apareceu em uma rádio local e disse: “Eu quero que Miami perca da pior maneira possível. Estou torcendo muito contra o Heat.” – deixando claro que não torce para LeBron. DeShawn Stevenson, que disse três anos atrás que LeBron era supervalorizado será um dos responsáveis por marcar ele e pode se arrepender das palavras que disse há tempos atrás.

Grande parte da torcida nessas finais estará do lado do Mavs, boa parte por causa da polêmica que LeBron causou no último verão, saindo do Cavaliers e que já foi tão discutida. Mas sem dúvida, parte da paixão pelo Mavericks nas finais da NBA foi conquistada pela simpatia. Nowitski e Jason Kidd, com idades entre 32 e 38 anos, são grandes jogadores de todos os tempos em suas posições e é hora de entender que essa é talvez a última chance de ganhar um anel de campeão. A forma como Dirk elevou o seu jogo durante os playoffs é merecedor de um prêmio, no mínimo, mas não é suficiente. Kidd e Dirk querem esse título pra recompensar o titulo perdido de maneira tão trágica, (com o Dirk jogando mal e ganhando a fama de amarelão que tem) para o próprio Miami Heat em frente a sua torcida.

“Nós somos o Miami Heat” afirmou Dwyane Wade, do Miami. “Nós não vamos ser os preferidos desse ponto de vista.

E você se pergunta se o desgosto por LeBron James acabará por explodir no fim, como o comissário da NBA David Stern sugeriu, isso tudo só aumentaria a vitória de LeBron e se confirmaria o maior pesadelo de uma nação de basquete.

O que está perdido nessa nação é o sacrifício feito por LeBron, do tipo que normalmente não se associam com os jogadores “All-Stars”, e o acusam de ser egocêntrico o suficiente pra fazer o que fosse preciso pra ganhar. Ele aceitou menos dinheiro para assinar com o Miami. Ele estragou seu time para se juntar no time de Wade. Ele também jogou foram qualquer chance razoável de ganhar outro MVP, já que os eleitores não ficam tão impressionados quando um jogador tem outros dois “All-Stars” puxando o time junto com ele. LeBron fez isso porque queria uma chance de título depois de sofrer sete anos sozinho com o Cavs.

“O quanto eu amo meus companheiros em Cleveland, eu sabia que eu não conseguiria fazer isso sozinho.” Disse LeBron após derrotar o Celtics e ir pra final da Conferência Leste.

O público ainda pega no pé de LeBron mesmo depois dele ter arrecadado U$ 2 milhões para o Boys and Girls Club. Nada os fará esquecer. LeBron ficou sob todos olhares por oito meses, cada passo era assistido e cada erro era julgado. Quanto ao crédito, LeBron sufocou o MVP Rose, que quando precisou tanto de ajuda, não teve, e junto com o time, morreram nas mãos de LeBron e do Heat.

Por fim, os puristas continuam incomodados com uma equipe montada pelo dinheiro inteligente e pelo presidente do Heat Pat Riley, que trouxeram como “Free Agent” LeBron e Chris Bosh e já estão tão pertos de um título logo em seu primeiro ano juntos. Imaginava-se um ano para a equipe se acostumar e as lesões não serem mais um desfalque, como foi com Udonis Haslem e Mike Miller.
“Muitos jogadores saíram e disseram que não iria funcionar, que seria um disastre”, disse James.

Bem, ele está trabalhando. Para o Heat. E LeBron, com seus chutes de 3 pontos, suas enterradas que tiram o chão do adversário e com sua defesa sufocante e com duas assistências dignas de armador “All-Star” elevará a níveis incríveis a audiência da TV, pois todos querem ver a história ser feita diante de seus olhos.

Ainda conhecido por “cara mau”, LeBron foi questionado e respondeu:

Será que isso vai mudar?

“Nós veremos na próxima temporada” disse James.

Você quer ver a história ser feita diante de seus olhos? Fique de olho nas finais da NBA e acompanhe conosco!

1 comentários :

Belo post, sou visitante diariao do blog e gostaria de agradecer pelas noticias com altissima qualidade que vocês levam ate os fãs brasileiros da NBA. Não desanimem em momento algum, e continuem fazendo esse trabalho maravilhoso.

LET'S GO HEAT

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