Acompanhe aqui:

15 de abril de 2011

Os números finais: rebotes e assistências


Depois de começar a série “Os números finais” falando da média de pontos, hora de comentar sobre os reboteiros da temporada. Assim que se fala em rebote, você se lembra de quem? Com certeza Kevin Love e Dwight Howard. Kevin Love bateu o recorde de doubles-doubles seguidos da NBA: 52. O mais engraçado é que, na segunda partida depois do recorde, a sequência chegou ao fim quando marcou 6 pontos e pegou 12 rebotes. Num geral, fantástica a participação do jogador. Foi surpreendido ao ser chamado para jogar o All-Star Game, bateu recorde de dois dígitos em dois fundamentos e terminou como reboteiro da liga: média de 15,2 rebotes por jogo. Kevin Love até ter batido o recorde, mas quem conseguiu mais doubles-doubles foi o Superman Dwight Howard (66 contra 64 de Kevin). Podemos dizer que a temporada de Howard, num geral, teve sua melhor aparição na NBA. Com um time reformulado, contribuiu com muitos e pontos, e fechou com média de 14,1 rebotes. Fundamental no esquema do técnico Van Gundy.


O restante do top five tem a presença de Zach Randolph (12,2), Blake Griffin (12,1) e Kris Humphries (10,4).

Para mim, o Randolph é um dos jogadores mais subestimados. Tem muito talento, é importantíssimo nos Grizzlies, ajuda com muitos pontos, mas falam muito pouco dele. Não sei se é pelo motivo de jogar em uma franquia de “menos” nome, mas é só analisar seus números que já se nota uma temporada completa. Blake Griffin em sua primeira temporada completa, não decepcionou. Perdeu a última temporada inteira devido uma lesão quando se havia muita esperança nele. Com suas enterradas monstras, brigador dentro do garrafão, já chama a atenção de todos. Sua boa presença, apesar de seu time estar mal das pernas, o levaram para o All-Star Game logo no primeiro ano.

Vou admitir à vocês, me impressionei quando vi a presença de Kris Humphries, do Nets. Nunca prestei atenção em seu jogo. O time de New Jersey acordou um pouco com a chegada de Deron Williams, e chegou vencer 5 partidas seguidas (recorde da franquia se for analisar as últimas temporadas). Nesse momento, todo o time dos Nets cresceu. Kris termina a temporada com média de mais de 10 rebotes por jogo (10,4).

Minha opinião:

O Kevin Love é daqueles jogadores de enorme potêncial em time fraco. Tudo bem que ele pode evoluir, o time também, mas no momento, nos Wolves, ele pode se apegar somente aos números. Seu time foi o pior da temporada, conseguiu a proeza de ser passado pelos Cavs. Acredito que os Wolves precisam de um armador urgentemente. O elenco até tem, mas são fracos. Quem sabe, conseguiu ser pick 1 no draft, pegando o Derrick Williams, o time se ajeite... A unica crítica que eu faço é que, quando surgiu a história do recorde, ele se concentrou mais nisso. Jogou só para isso. Esqueceu o time. Tudo bem que a equipe era fraca, mas é errado colocar outros interesses na frente do time. Mas tudo bem. Parabéns para ele.



Partindo para o pessoal que participa ativamente dos pontos de suas equipes, vamos falar agora do pessoal das assistências. Eu acho que foi surpresa total ver o Steve Nash no topo. Com suas 11.4 assistências por jogo, ele venceu o favorito Rajon Rondo. Eu sei que o Nash ainda joga muito, mas tem que analisar o elenco do Phoenix Suns. O time perdeu demais com a saída de Amar’e Stoudemire, principal jogador ao lado de Nash. O Suns ficou de fora da pós-temporada, entretanto, Nash conseguiu se destacar ao longo das 40 vitórias e 42 derrotas. E outro motivo para minha surpresa ao ver o Nash ganhar, é porque o Rondo começou arrasando. Suas médias passavam das 14 assistências por partida. Óbvio que iria cair, mas não achei que seria tanto. O armador do Celtics encerrou a temporada regular com 11.2 assistências.

Troca de time, problemas com o técnico, lesões... essa foi a temporada de Deron Williams. Não vou esconder o jogo e vou dizer que ele, para mim, é o melhor armador da NBA. Eu achei um erro ele trocar Salt Lake por New Jersey. Poderia ter dado a volta por cima, levando o Jazz para os playoffs, mostrando que mesmo com os problemas que ele teve com Jerry Sloan, ele poderia “carregar” o time nas costas. Ele saiu e a coisa ficou preta em Utah. No Jazz, sua produção ofensiva foi melhor. No Nets, distribuiu mais assistências. Acredito que por ter passado por alguns problemas, sua média de 10.8 assistências na temporada, não ficou ruim.

Com a 4º melhor média de assistências, aparece Chris Paul, do New Orleans Hornets. Depois de uma péssima temporada 2009/2010, viu um Hornets mais competitivo, pronto para ir para os playoffs. Paul teve média de 9.8 assistências. Seu azar foi ver nas últimas partidas o companheiro David West se lesionar e ficar de fora dos offs. Um banho de água fria na equipe.

Jose Calderon, do fraco Toronto Raptors, cresceu nas últimas partidas e figura o top Five no quesito assistências. É um armador de poucos pontos. Com sua média de 8.9 de assistências, ficou na frente muitos armadores mais conhecidos. É mais um daqueles bons jogadores que atua em uma franquia super fraca. O Toronto já não apresentava um bom basquete com o Bosh, sem ele a coisa desandou.

Meu destaque:

Dos 5 jogadores citados, queria falar um pouco mais do Rajon Rondo. Muitos criticam alguma de suas assistências. Acham que ele abusa das assistências fáceis, como estar totalmente livre, pertinho da cesta, e procurar um companheiro para fazer os pontos. Não vejo nada de errado nisso. Sua função é auxiliar o time. Quando não tiver opção, procura a cesta. Rondo prioriza demais seus números. Começou bem demais, só falavam em suas atuações. Com ele caindo de produção, fez com que seu time também caísse. Do primeiro lugar, o Celtics caiu para 3º na conferência leste.

Ainda hoje quero destacar o pessoal dos arremessos de quadra. Fica ligado, fã da NBA!

2 comentários :

acho que o steve nash , naum me surpreendeu nao , pra mim o car é o rei das assistencias e criatividade nos passes

É como eu te disse no twitter, Ramon.

Ele é um craque. O que me surpreendeu foi ver ele tirar leite de pedra, pois o Suns é um time muito ruim.

Abs

Postar um comentário

Manda a sua mensagem, solta o verbo, fã da NBA!