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30 de abril de 2011

O resumo da primeira rodada dos playoffs



Na conferência Oeste tivemos bons momentos, mas foram poucos os jogos emocionantes, a maioria dos times conseguiram se impor sobre o adversário e o grande momento aconteceu na série que falaremos agora.

Parecia a série destinada a uma surpresa do time sem o mando, mas o Dallas conseguiu se impor com o alemão Nowitzki, que teve uma média impressionante de 27 pontos e ainda 8 rebotes, além do outro grande nome do time, o veteraníssimo Jason Kidd ,que conseguiu trazer mais energia do que vinha trazendo durante a temporada regular. Com a soma dos dois, o time conseguiu fechar a série em seis jogos. Porém, o grande momento da série foi do outro lado, no 4º jogo da série o Portland perdia por 23 pontos, quando Brandon Roy liderou uma linda virada e levou a vitória para seu time com um espetáculo no último quarto. Mais emocionante ainda se contarmos o que Roy passou nos últimos tempos com suas horríveis lesões. Mas o time perdeu e Dallas segue.

O rival de Dallas será o Los Angeles Lakers que conseguiu eliminar o Hornets em seis jogos, a série se desenhava para ser fácil, mas Chris Paul conseguiu levar o New Orleans para outro nível e jogou como se estivesse em 2008. Mas a fragilidade do time falou mais alto, sobretudo no garrafão, onde Okafor e Gray foram engolidos por qualquer um que chegasse neles. Kobe sentindo lesão, se é que ele um dia não sente, foi discreto na maior parte da série, mas ainda fez o suficiente para humilhar Okafor com duas lindas cravadas no 5º jogo.

Na outra chave, o Thunder conseguiu eliminar o Nuggets em apenas cinco jogos. O time do Nuggets acabou sofrendo na falta de um comando dentro de quadra e com a inexperiência de Gallinari e Chandler que acabaram sendo inconstantes, o segundo foi patético com menos de 5 pontos por jogo. Mas o brasileiro Nenê conseguiu desempenhar um ótimo trabalho para cima de Perkins e foi o melhor jogador do Nuggets. No Thunder a dupla Durant e Westbrook fez o que deveriam fazer e ainda contaram com a ajuda de Ibaka que foi um monstro defensivo e ainda conseguiu fazer seus pontinhos no ataque. O Thunder pegará agora a grande zebra e é favorito para chegar as finais de conferência.

O Grizzlies nunca tinha passado da primeira fase dos playoffs, pior, nunca tinha ganho um jogo em pós temporada e ainda por cima estava sem um dos seus melhores jogadores, Rudy Gay, e acabou passando por tudo isso e tirando o atraso com sobras, Zach Randolph fez baita de uma série, sobretudo no último jogo, quando marcou 31 pontos sendo mais da metade no último quarto, até terminou o jogo aos gritos de MVP, um pouco demais. No lado do Spurs o time não teve seu principal jogador, Manu Ginobili, em totais condições de jogo e isso acabou pesando na série, além disso Tim Duncan mostrou-se velho e que seu fim está cada vez mais próximo. O futuro dos Spurs fica em dúvida, enquanto o Memphis já pensa em surpreender o Thunder.
Nenhuma série chegou a ser emocionante, mas tivemos bons jogos e momentos, a coisa tende a esquentar. Lakers e Dallas é um duelo sensacional entre dois dos melhores jogadores da última década, e na outra série temos dois times que vão se montando e crescendo aos poucos. Um palpite seria Lakers e Thunder na final, mas está tudo em aberto.

CONFERÊNCIA LESTE


Se faltou emoção no lado oeste, a coisa não foi diferente no leste. Com apenas uma série mais empolgante, e o resto séries bem tranquilas.

Começando por Chicago Bulls e Indiana Pacers, se esperava um 4x0 tranquilo para o time do MVP Derrick Rose. Mas, tirando o jogo 5, todas as partidas foram complicadas. Na primeira batalha, Chicago precisou suar muito para conseguir a vitória. Para ter uma noção, o time do Illinois fez 16-1 nos 3 minutos finais. Incrível. Posso destacar um quarteto que, ao meu ver foram os destaques: Rose, Noah, Deng e Korver. Sim, Kyle Korver. Quando a coisa apertava, lá estava ele para tirar o Bulls do sufoco com suas bolas de três. A decepção ficou por conta de Carlos Boozer, que pouco produziu nos 5 jogos. Agora tem a notícia de uma lesão que pode lhe tirar dos próximos jogos. Mas no geral, mesmo sem apresentar um bom basquete, o Bulls aplica 4-1 e chega forte para disputar a semi-final. O United Center vai tremer.

Se os Bulls não tiveram vida fácil, mesma coisa para o badalado Miami Heat. O 4-1 pode dar a impressão de série tranquila, mas só parece. Em todos os jogos, com excessão do jogo 2, Philadelphia apertou, liderou por diversas vezes o placar, porém, na hora mais importante, crescia o talento de Bosh, Wade e LeBron. A série se encaminhava para um 4x0, porém, o time de Doug Collins marcou 10 pontos seguidos em 1 minuto no 4º jogo e conseguiu uma virada espetacular. O trio jogou o que se esperava dele, mas o banco vem devendo. Somente Mario Chalmers está se destacando. Às vezes um lampejo do James Jones... vamos ver até onde essa equipe vai. Não perdendo muitos jogadores, esse time dos Sixers tem chance de repetir a boa temporada desse ano. Achei que faltou mais do Andre Iguodala. Lou Williams tem futuro, merece mais oportunidades. Mesma coisa para o novato Evan Turner. O Heat volta jogar uma semi-final depois de 5 anos.

A série até que começou animadora. Com o Knicks reforçado de Amar'e Stoudemire, Carmelo Anthony e Chauncey Billups, se esperava um duelo interessante contra os jogadores experientes de Boston. No primeiro jogo, Ray Allen, nos últimos segundos, acertou uma bola de três para os Celtics virarem o placar e vencerem. No segundo, com Carmelo jogando "solitário" (Billups e Stoudemire lesionados), o time de New York tinha a grande chance de empatar, porém, novamente tomou a cesta faltando poucos segundos. A partir daí, a tendência era jogos equilibrados. O Madison Square Garden vivia um jogo de playoffs depois de 7 anos. Spike Lee estava numa felicidade imensa. Só que Boston não entrou no clima de festa e atropelou. Pierce, Allen e Rondo jogaram demais. No quarto jogo, Boston chegou estar vencendo por mais de 20 pontos, e viu os Knicks encostarem. Com calma e com a boa e velha experiência, venceu e varreu o adversário. Não tem jeito: esse time cresce demais nos playoffs. Agora tem o Heat pela frente. Só tenho uma coisa à dizer: VAI PEGAR FOGO!

Para fechar, na série mais equilibrada, Orlando Magic mediu forças contra o Atlanta Hawks. No ano passado, com diferença de 110 pontos, o Magic humilhou, massacrou. Nessa temporada a história foi diferente. Tratando o jogo como uma vingança, uma revanche, o Hawks, logo de cara venceu a partida na Flórida. Ali já se via como o time dos conhecidos Joe Johnson, Josh Smith, Jamal Crawford iria se portar. Com Dwight Howard jogando praticamente sozinho, o Magic não resistiu. Marcando bem os chutadores de três pontos e fazendo um jogo estratégico para cima de Dwight Howard, Atlanta conseguiu matar a série. O pensamento foi simples: "o pivô pode fazer 80 pontos, mas se marcar o restante, a vitória é nossa." E foi bem assim que aconteceu. O destaque total foi o reserva Jamal Crawford, que sempre entrou bem nas partidas, sendo decisivo na maioria. Tudo bem que o Orlando trocou as peças, não era o mesmo do ano passado, mas não podemos esquecer que mesmo assim o time de Stan Van Gundy era o favorito, terminou com uma campanha melhor que dos Hawks. Foi surpresa, sim, senhor.

Agora o bixo vai pegar com Heat e Celtics, Bulls e Hawks. Nesse primeiro confronto citado é muito difícil apontar um favorito. Me perdoem, ficarei em cima do muro. No outro confronto, o momento é ótimo para os Hawks, o time vem com a moral elevada, só que o Bulls está impecável nessa temporada e tem tudo para ir para a final. Ainda mais que o armador Kirk Hinrich com chances de perder alguns jogos. Parar Rose, Noah, Deng e cia. não será fácil.

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